concentração

22 de agosto de 2009 1 comentário

Bom dia!

Senhores,

Vou começar o texto de hoje com uma pergunta.

O que é concentração?

Não leia o texto sem antes pensar um pouco no assunto.
Pare um pouco e reflita.
Pense o que você entende por essa palavra.
Responda mentalmente. Se possivel, pegue um papel e uma caneta e escreva seu conceito particular dessa palavra.

O que é concentração?

Aprendi desde cedo que concentração é reunir algo em um ponto o que está espalhado.
Pessoas andam por todos os lados e, de uma hora pra outra, se CONCENTRAM em um lugar.
Existem vários pregos sobre uma mesa, então você pega um imã e CONCENTRA todos em um único lugar.
Sua atenção está despersa, entao você resolve focalizar num livro, por exemplo, e se “concentra” nele.
Os exemplos são muitos.
Mas seria realmente isso?
Agradeço aos deuses por ter a oportunidade de aprender sobre concentração com grandes mestres, como Emília Vargas, Michael Queiroz e, principalmente, nas palestras e livros do Mestre Michel Echenique.
Também é uma grande honra por a concentração a prova nas aulas de Nei Kung (Arte do Poder Interno) e I Ai Do (Arte da Espada Japonesa), ambos estilos de Artes Marciais do Instituto Bodhidharma.

Em Psicolologia, concentração é uma faculdade da consciência e, muitas vezes, se confunde com esta.
Na prática funcionaria mais ou menos assim:
A consciência se dispersa em busca de algum estímulo ou vai para um “branco”, então, nos esforçamos para agrupar os elementos em torno de algo que precisamos fazer. Algo que seja considerado importante. Algo “digno de atenção”.
Porém caimos no grande erro de achar que existem coisas que não precisao de atenção.
Se concentração é uma faculdade da consciência, devemos exercitá-la a todo momento. Não acham?
A concentração requer esforço de consciência, mas não precisa ser, necessáriamente, tensão mental.
Consciência é o centro. Concentração é estar no centro.
Não podemos olhar a conciência como simples espectadores. Estar de fora causa tensão. Estar de fora requer mais esforço.
Nossa consciência é nossa casa. Devemos achar um lugar limpo e confortável.
Devemos poder transitar livremente.
Concentração é uma Arte.
É a Arte de interiorizarmos nossas ações.
É a Arte de agirmos com naturalidade.
É como um diretor de uma orquestra.
Ele é um centro, mas sabe tudo que acontece a sua volta.
Se um erra o tom ele sabe.
Se um esta ansioso, ele sabe.
Nossa consciência há de ser o diretor e nossas ações, os músicos.
Cada ação há de ser dirigida pela consciência. Isso é concentração. 

A concentração nos possibilita relacionar o novo com o que já sabemos.
Evita superficialidade. Evita mudanças negativas.
O centro é sempre mais calmo que a periferia.
Numa batalha o lugar mais seguro sempre será o centro.
O centro nos possibilita prestar mais antenção aos demais.
Concentração é exatamente isso. É estar no centro.
Quem tem o centro, opera; quem não tem, reage.
Reações raramente são inteligentes.
Reações são frutos do intinto.
Estar no centro é comandar a personalidade.

É como estar no centro de um furacão.
Podemos dividir o furacão em três fases.
A primeira é quando a parede externa atinge um ponto. Essa fase é violenta. Devastadora.
A segunda, o centro. O centro é tranquilo. O centro é calmo e sereno. Como se a natureza fosse suspensa. Como uma montanha durante a guerra. O exército avança, recua, atira, sobe, desce, ataca, defende, mas a montanha não se move. A montanha tem o centro.
No furacao, o centro continua parado enquanto tudo a sua volta é destruido. É como se o centro apensas sorrisse. Não se abala. Domina.
A terceira fase do furacão é quando a parede interna atinge o ponto e vem como um raio. Mais uma vez devastador.
Centro é o primeio princípio da estratégia.
Sem centro não há estratégia.
Por falta de centro, situações são mal administradas e se transformam inevitevelmente, em problemas.

No livro “Gorin no sho –  O livro dos cinco elementos” o invencível samurai, Myamoto Musashi escreve sobre CENTRO, e hoje, as empresas japonesas aplicam isso em todos os campos dos negócios e para proporcionar qualidade de vida.
Vários países importaram a “doutrina dos cinco anéis” para transformar isso em uma forma efetiva de viver bem.
Os cinco elementos, cinco círculos ou cinco anéis, somos nós e nossa personalidade!
Baseados nisso, temos:
O Primeiro elemento, Terra, corresposnde ao nosso físico.
O Segundo, Água, à nossa energia Vital/pranica.
O Ar, vem em terceiro representando nosso Emocional.
Fogo representa o Mental e, por último temos o quinto elemento que pode ser visto como Vácuo, Éter ou o EU.
O quinto elemento é o Centro. O EU comanda a personalidade composta de corpo, energia, emocional e mental.
Estar no centro é observar essa personalidade de forma tranquila.
É estar canalizado.  E estar no “canal” permite fluir.
Tal como um barco que segue por um rio. O rio é o canal e não se faz necessario esforço seguir por ele. No contrario, muitas vezes não se move um centimetro sequer, sem estar no canal.
Estar nesse centro permite fazer o que fazemos, sabendo o porquê fazemos. 

Quando alguem lê um livro e não percebe a chegada de outra pessoa, é comum ouvirmos dizer: “estava tão CONCENTRADO que não ví você chegar”. Mas isso não é concentração. Isso é Alienação.
O certo seria: “estava tão ALIENADO que não ví você chegar”.
Se você está no centro, lê, percebe a chegada, domina sua respiração, pulsação, sabe do ambiente e ainda sabe de você.
Fiz uma experiencia interessante com minha turma de Nei Kung sobre concentração.
Pedi que fizessem um exercício de ritmo e coordenaçao durante um bom tempo, e pedi para que mantivessem a consciencia no que estavam fazendo. Quem conseguia se manter no centro, fazia o exercício sem se cansar e ainda prestava a atençao ao que eu falava, conseguindo repetir com facilidade o que foi dito.
Do contrario, os que focavam no cansaço físico, na falta de energia, nas emoções, nos desejos ou nos pensamentos de parar o exercicio, cansavam facilmente e não conseguiam perceber o que eu falava.
Estar no centro é estar sempre no domínio dessa personalidade.
É saber que você não é seu corpo. Não é sua energia. Não é sua emoção ou sua mente.

Você é o proprio centro.

Estar no centro é estar em você mesmo!

 

A montanha não se move,
a infantaria avança quando é chamada,
a cavalaria corre ligeira e se desloca pelos flancos.
Os arqueiros lançam suas flechas antes que
os primeiros alcancem seus objetivos.
As tropas de elite esperam para destruir
o inimigo no momento oportuno.
Tudo na guerra é movimento; avanço,
retrocesso, marcha, contramarcha, deslocamento
para um lugar e outro, mas, em meio do combate,
do ruído, os gritos, a vida e a morte,
a montanha permanece quieta, não se move”

Namastê.

Anúncios
Categorias:.Mosaico

Psicologia

20 de agosto de 2009 2 comentários

Senhores,

Escrevo hoje um texto um tanto quanto particular.
19 dias corridos do nono mês do ano da graça de 2009 (19/09/09), mais ou menos às 21:45 a minha professora de Linguagem, Pensamento e Fenomenologia, Denise Mello fez uma dinâmica na minha classe questionando os motivos de cada um alí cursar psicologia.
Graça aos deuses eu tinha reunião na escola ás 22:00, reunião de secretária as 22:30 e aulas de I AI DO após as reuniões (que por sinal, acabou às 2:15 do dia 20) e não tive tempo de responder ao questionamento dela.
Ás vezes me vejo em maus lençois ao ter que falar sobre esses assuntos diante da turma, pois sei que a grande maioria não entenderia a décima parte do quero dizer, por tal, devo encontrar uma forma mais simples de me expressar, o que acaba por deixar o ato superficial.
Tive algumas divergências conceituais com a professora Denise Mello no semestre passado, mas sem dúvida é um dos melhores professores que já tive. E essas divergências só me ensinaram a crescer, respeitar opiniões diferentes ou reafirmar o meu próprio saber.
Os leitores do Blog e outras pessoas que convivem com o lado mais filosófico do Gustavo, percebem facilmente que busco formas essenciais de explicar e ver as coisas no mundo circundante, e por essa razão, alguns conceitos aceitos e aplicados pela ciência não se aplicam diretamente ao “meu mundo”.
Voltando a pergunta “POR QUE FAÇO PSICOLOGIA?” resolvi parar e definir uma forma mais profunda da minha escolha.
Muitas pessoas falaram em “VOCAÇÃO”, mas em nenhuma delas eu consegui ver a palavra “vocação” bem definida. Não deveria se tratar do que “minha personalidade quer” e sim do que “EU quero”. E esse é o grande problema.

Inicialmente pensei em definir Psicologia.
Estudo da Psique? Ok. Ok.
E o que é Psique?
Defini Psique em um dos textos anteriores, mas vamos nós novamente.
Psique corresponde ao segundo mundo da constituição ternária, chamado de Mundo Psiquico. Seu correspondente na constituição septenária é o Astral/Emocional e o Kama Manas. Assim sendo, numa visão clássica e atemporal, Psicologia poderia ser definida como estudo das emoções e sentimentos no Astral e pansamentos e definições mentais kamamanásicas.
Há quem diga que psicologia seria uma fragmentação do autoconhecimento, mas prefiro encarar como ums especialização.
Mas, pra ser honesto, temo os profissionais de Psicologia que teremos no futuro.
Denise falou que parte dos nossos problemas vem do RITMO ACELERADO e do excesso de convivência com máquinas que acaba por nos DISTANCIAR DA CONVIVÊNCIA COM OUTRAS PESSOAS.
Defini o problema como RITMO AUSENTE e FALTA DE CONVIVÊNCIA COM NÓS MESMOS.
E por isso temo os profissionais do futuro.
Estamos cercados por pessoas que querem entender os outros antes de se entender. Estamos cercados de pessoas que pensam uma coisa com o Kama Manas, sentem outra com o Astral (divergência psiqica) e plasmam outra completamente diferente com o etéreo-físico.
E essas pessoas serão responsáveis por “ajudar” outras. Por “tratar” outras.
Acredito que a responsabilidade de um psicólogo seja muito maior do que a de um médico, por exemplo.
Um médico se erra um medicamento ou diagnóstico, pode matar o paciente.
Um mecânico de deixa escapar um detalhe, pode causar um acidente e matar 2, 3, 200 pessoas, mas um psicólogo, se erra, pode destuir a vida do seu paciente, dos que o cercam e de muitas outras que simplesmente passam por ele.
Isso é realmente preocupante.
Então acredito que todos deveriam definir bem o real motivo de estarem na área. Por isso resolvi repensar meus motivos.

Num livro que começei a escrever, chamado “Dopellgänger”, um dos personagem escreve seus motivos para cursar psicologia e muitos deles batem com os meus.
Dizemos:
Sempre gostei da idéia de surfar a psique humana. Adentrar a glândula pineal e obter a chave de interpretação para qualquer forma mental. Entender os sentidos e a falta dos mesmos
Escolhi fazer psicologia para entender meus próprios porquês.
Entender o grande arquivo-mente, condicionamentos, psicoses, perturbações, sensações e lembranças que conduzem a pensamentos. Que, por sua vez, conduzem a sentimentos, que conduzem a ações. E essas ações produzem resultados.
E tudo na vida são resultados. Resultados são apenas reflexos de nossas mentes. Psicologia para entender reflexos.
Psicologia para entender um conceito simplório.
Entender um organismo humano de auto condução. De aprender. De pensar.
Estudar uma estrutura bioeletrônica altamente complexa só para entender como tudo funciona no mundo ao meu redor.
Psicologia para ver a mente como substância totalmente distinta do ser.
Psicologia para criar uma visão divina da mente.
Mente imortal. Mente atemporal. Mente infinita. Mente composta de informações de auto-aplicação.
Mente como um auto manual que se molda ao passo que evolui. Um aparelhamento sistemático de autocapacitação. Um arranjo que habilita o existente-lógico a dirigir-se no tempo e no espaço da forma em que bem entender.
Consciência. Inconsciência. Razão. Memória. Inteligência. Emoção.
Mente.
Mente.
Acho que é esse meu motivo.

O mais interessante na Psicologia é o fato de conceituar tecnicamente algumas idéias que devemos aplicar em essência.
Psicologia seria a filha mais bela da Filosofia. A filha herdeira do conhecimento psiquico.

Acredito que deveriamos usar a psicologia como um uniforme de moral, justiça e generosidade.
Usar a Psicologia como um ideal político, onde se equilibra Rajas e Tamas (ou Yin e Yang), na busca de guiar os outros a lugares melhores em si mesmos.
E como um ideal filosófico onde nos colocamos em Shatva, Tao ou Dharma, na esperança de levarmos mais precisão a outras pessoas.
Onde levaremos Concisão, ensinando a empregar a energia necessária a cada coisa, de forma justa, charmosa e elegante.
Onde levaremos Formalidade, ensinando a encontrar elementos vitais em TODOS os atos.
Clareza, ensinando a por luz em tudo que se faz. Evitando autojustificativas, falsidades, mentiras, etc.
Ensinando que erros acontecem, mas que cada um pode aprender a se dominar, de forma a aprender com os erros e transformar cada correção como um passo a mais rumo à perfeição.

Essa é a responsabilidade da Psicologia.
Essa é nossa responsabilidade.
Essa é nossa NOBRE escolha.

Categorias:.Mosaico

Sobre Preconceitos

31 de julho de 2009 Deixe um comentário

Senhores,
primeiramente gostaria de desculpar-me pelo tempo que fiquei sem postar e agradecer aos que leem o blog!
Voltarei a postar aqui com pelo menos um pouco de frequencia!
Como não tenho nada preparado, vou postar um txt que encontrei no ISTOERA (http://blogs.abril.com.br/istoera/2009/07/danilo-gentili-manda-uma-resposta-genial-leia-vale-pena.html) sobre uma resposta do Danilo Gentili sobre preconceito.
Achei a resposta muito boa.
Segue:

O humorista Danilo Gentili postou (twitou? sei la) a seguinte  piada no seu twitter:

King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?

 Foi isso. Você, provavelmente, deve tá pensando “tá, eu ri rsrsrs, que que tem?”

 A ONG Afrobras se posicionou contra. “Nos próximos dias devemos fazer uma carta de repúdio. Estamos avaliando ainda uma representação criminal”, diz José Vicente, presidente da ONG.

“Isso foi indevido, inoportuno, de mau gosto e desrespeitoso. Desrespeitou todos os negros brasileiros e também a democracia. Democracia é você agir com responsabilidade”, avalia Vicente.

 Alguns minutos após escrever seu primeiro “tweet” sobre King Kong, Gentili tentou se justificar no microblog. “Alguém pode me dar uma explicação razoável por que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?” (GENIAL)

“Na piada do King Kong, não disse a cor do jogador. Disse que a loira saiu com cara porque é famoso. A cabeça de vocês que têm preconceito.”

 Mas calma, essa não foi a tal resposta genial que está no título, e sim ESSA:

 “Se você me disser que é da raça negra preciso dizer que você tambem é racista, pois, assim como os criadores de cachorros, acredita que somos separados por raças. E se acredita nisso vai ter que confessar que uma raça é melhor ou pior que a outra. Pois se todas raças são iguais então a divisão por raça é estúpida e desnecessária. Pra que perder tempo separando algo se no fundo dá tudo no mesmo?

 Quem propagou a idéia que “negro” é uma raça foram os escravistas. Eles usaram isso como desculpa para vender os pretos como escravos: “Podemos trata-los como animais, afinal eles são de uma outra raça que não é a nossa. Eles são da raça negra”. Então quando vejo um cara dizendo que tem orgulho em ser da raça negra eu juro que nem me passa pela cabeça chama-lo de macaco. E sim de burro.

 Falando em burro, cresci ouvindo que eu sou uma girafa. E também cresci chamando um dos meus melhores amigos de elefante. Já ouvi muita gente chamar loira caucasiana de burra, gay de v***** e ruivo de salsicha, que nada mais é do que ser chamado de restos de porco e boi misturados.

 Mas se alguém chama um preto de macaco é crucificado. E isso pra mim não faz sentido. Qual o preconceito com o macaco? Imagina no zoológico como o macaco não deve se sentir triste quando ouve os outros animais comentando:

– O macaco é o pior de todos. Quando um humano se xinga de burro ou elefante dão risada. Mas quando xingam de macaco vão presos. Ser macaco é uma coisa terrível. Graças a Deus não somos macacos.

 Prefiro ser chamado de macaco do que de girafa. Peça para um cientista fazer um teste de Q.I. com uma girafa e com um macaco. Veja quem tira a maior nota.

 Quando queremos muito ofender e atacar alguém, por motivos desconhecidos, não xingamos diretamente a pessoa e sim a mãe dela. Posso afirmar aqui então que Darwin foi o maior racista da história por dizer que eu vim do macaco?

 Se o assunto é cor eu defendo a idéia que o mundo é uma caixa de lápis coloridos. Somos os lápis dessa caixa. Um lápis é menos lápis que o outro só porque a cor é diferente? Eu desenho desde criança, então acredite em mim: Não mesmo. Todas essas cores são de igual importância. Ok. Ok. Foi uma comparação idiota. Confesso. Os lápis são todos do mesmo tamanho na caixa. E no mundo real o lápis preto é bem maior que o amarelo.

 Mas o que quero dizer é que na verdade não sei qual o problema em chamar um preto de preto. Esse é o nome da cor não é? Eu sou um ser humano da cor branca. O japonês da cor amarela. O índio da cor vermelha. O africano da cor preta. Se querem igualdade deveriam assumir o termo “preto” pois esse é o nome da cor. Não fica destoante isso: “Branco, Amarelo, Vermelho, Negro”?. O Darth Vader pra mim é negro. Mas o Bill Cosby, Richard Pryor e Eddie Murphy que inspiram meu trabalho não. Mas se gostam tanto assim do termo negro, ok, eu uso, não vejo problemas. No fim das contas é só uma palavra. E embora o dicionário seja um dos livros mais vendidos do mundo, penso que palavras não definem muitas coisas e sim atitudes.

 Digo isso porque a patrulha do politicamente correto é tão imbecil e superficial que tenho absoluta certeza que serei censurado se um dia escutarem eu dizer: “E aí seu PRETO, senta aqui e toma uma comigo!”. Porém, se eu usar o tom correto e a postura certa ao dizer “Desculpe meu querido, mas já que é um afro-descendente é melhor evitar sentar aqui. Mas eu arrumo uma outra mesa muito mais bonita pra você!” sei que receberei elogios dessas mesmas pessoas, afinal eu usei os termos politicamentes corretos e não a palavra “preto” ou “macaco”, que são palavras tão horríveis.

 Os politicamentes corretos acham que são como o Superman, o cara dotado de dons superiores, que vai defender os fracos, oprimidos e impotentes. E acredite. Isso é racismo, pois transmite a idéia de superioridade que essas pessoas sentem de si em relação aos seus “defendidos”.

 Agora peço que não sejam racistas comigo por favor. Nao é só porque eu sou branco que eu escravizei um preto. Eu juro que nunca fiz nada parecido com isso nem mesmo em pensamento. Não tenham esse preconceito comigo. Na verdade sou ítalo-descente. Italianos não escravizaram africanos no Brasil. Vieram pra cá e assim como os pretos trabalharam na lavoura. A diferença é que Escrava Isaura fez mais sucesso que Terra Nostra.

 Ok. O que acabei de dizer foi uma piada de mal gosto porque eu não disse nela como os pretos sofreram mais que os italianos. Ok. Eu sei que os negros sofreram mais que qualquer raça no Brasil. Foram chicoteados. Torturados. Foi algo tão desumano que só um ser humano seria capaz de fazer igual. Brancos caçaram negros como animais. Mas também os compraram de outros negros. Sim. Ser dono de escravo nunca foi privilégio caucasiano e sim da sociedade dominante. Na África, uma tribo vencedora escravizava a outra e as vendia para os brancos sujos.

 Lembra que eu disse que era ítalo-descendente? Então. Os italianos podem nunca terem escravizados os pretos, mas os romanos escravizaram os judeus. E eles já se vingaram de mim com juros e correção monetária, pois já fui escravo durante anos de um carnê das Casas Bahia.

 Se é engraçado piada de gay e gordo, porque não é a de preto? Porque foram escravos no passado hoje são café-com-leite no mundo do humor? É isso? Eu posso fazer a piada com gay só porque seus ancestrais nunca foram escravos? Pense bem, talvez o gay na infância também tenha sofrido abusos de alguém mais velho com o chicote.

 Se você acha que vai impor respeito me obrigando a usar o termo “negro” ou “afro-descendente”, tudo bem, eu posso fazer isso só pra agradar. Na minha cabeça você será apenas preto e eu branco, da mesma raça, a raça humana. E você nunca me verá por aí com uma camiseta escrita “100% humano”, pois não tenho orgulho nenhum de ser dessa raça que discute coisas idiotas de uma forma superficial e discrimina o próprio irmão.”

Categorias:.Mosaico

OS TRÊS MUNDOS

18 de fevereiro de 2009 1 comentário

 

 

Boa Tarde Senhores,

 

Primeiramente eu gostaria de pedir perdão pelo texto da semana passada e sua qualidade inferior ao prometido de antemão.

Estou pensando várias vezes antes de escrever qualquer coisa sobre o B. Obama e a ilusão de salvação que ele representa e, devido ao fato de estar meio sem tempo e desinformado sobre política internacional prefiro aguardar um pouco antes de meter malha na política dele e na nossa “sublime” forma de governo democrático.

Qualquer um que tenha lido algum dos meus textos sobre formas de governo ou me escutado em algum debate político sabe que eu não gosto da democracia e não a aconselho em qualquer grupo maior que dez pessoas. Mas isso vai ser assunto para um futuro próximo…

 

Hoje vou continuar com a linha de pensamento sobre pilares e suas representações. Indiretamente falarei um pouco do pilar religioso, na parte que o “religare” propõe religar o homem a si mesmo.

 

Aqui no ocidente aprendemos a ver o homem como corpo e alma, mas o que isso quer dizer? Alma é a mesma coisa que espírito?

Quais as características de cada um deles? De onde nasce essa idéia?

 

Em uma visão resumida e simplificada temos:

O CORPO físico, que é a estrutura e a forma que o contém.

Esse corpo, quando animado, possui uma vida que é a ALMA (anima). Essa vida o possibilita falar, sentir, se comunicar, se relacionar, etc. por tal razão relacionamos a alma à Psique.  

Para além do corpo e da alma encontramos o ESPÍRITO, que é o núcleo da vida, o que o mantém único e indivisível, a centelha divina de cada homem.  

Corpo, Alma e Espírito. Simples assim?

NÃO!

 

Essa simplificação é apenas uma idéia de onde começarmos a estudar e analisar a vida.

Isso me lembra um Coan (conto oriental) que fala em um homem que caminhava pelo deserto sentindo muita sede. Caminha por longas e penosas horas até se encontrar com um monge que parecia conhecer bem o deserto. O sedento homem pergunta ao monge onde pode encontrar água. O homem, então, aponta em uma direção e responde: nessa direção, após vinte oito dunas.

Como todo Coan ele termina assim, sem uma explicação lógica. Mas se analisarmos o conto entendemos facilmente que apenas o fato de saber onde tem água não mataria a sede do homem. Ele teria que trilhar o caminho, passar pelas vinte e oito dunas e beber da água. Somente assim saciaria sua sede.

 

Quando escutamos a explicação de Corpo, Alma e Espírito, estamos apenas recebendo a indicação de onde podemos encontrar água, mas na maioria das vezes começamos a achar que nossa sede já esta saciada por esse saber teórico. Existe uma enorme diferença entre saber qual é o caminho e trilhar o caminho, e essa idéia de Corpo, Alma e Espírito serve unicamente para nos dar consciência de que existe um mundo além daquele que podemos tocar e ver, sentir e sonhar.

 

Uma forma ainda simplificada de vermos o homem é a constituição ternária proposta por Pitágoras. Desta idéia Ternária, tiramos a idéia dos TRÊS MUNDOS, os quais tentarei fazer um resumo:

 

1º Mundo (SOMA)

Na idéia inicial da constituição ternária o SOMA está para além da simples estrutura e forma que compõe o Corpo. O SOMA é a união do Corpo físico e da energia etérica que o da forma, somado a energia Prânica, que diferencia um corpo vivo de um corpo morto.

À Alma caberia o papel de dar sentido a essa animação e não apenas o movimento.

O soma, em sua mais elevada parte, faz uma interseção com a Psique em sua forma mais básica.

 

2º Mundo (PSIQUE)

No mundo psíquico a personalidade humana se completa. Em soma temos corpo e energia que o mantém vivo, em Psique temos as emoções, sentimentos e o mundo mental. Corpo, energia, emoção e mente completam a constituição mais densa do homem.

Aqui já temos um ser humano completo, porém temos de brinde a centelha divina, encontrada no terceiro mundo.

A Psique tem, além de sua interseção com Soma, uma interseção com Nous em sua parte mais básica, fazendo com que o homem vislumbre, em momentos de elevação Psíquica, o que Nous pode apresentar-lhe, como intuições, pensamentos altruístas, inteligência pura e a verdadeira vontade.

Psique representa o trabalho interno e o externo em paralelo, miticamente apresentado em forma de um machado de duplo fio, segurado por um herói.

 

3º Mundo (NOUS)

Espírito. Nous representa a centelha divina puramente. Representa o lado divino do homem e sua capacidade de se ligar à essência universal.

Nous corresponde à Tríade da constituição septenária (Manas, Budhi e Atma). O terceiro mundo nos apresenta a essência universal e o sentimento de eternidade. O Eu imortal e verdadeiro, a sede de transcendência.

 

Somos o terceiro mundo. Estamos o primeiro e segundo mundo. Nous é o nosso EGO SUPERIOR (não confundir com Ego da Psicologia), Psique e Soma são nossa personalidade.

Compreender isso é iniciar a trilha através das vinte e oito dunas, a fim de beber a água e saciar a sede de saber.

Buscar isso é viver o ideal e iniciarmos o processo de sermos a melhor pessoa que podemos ser.

Filósofos ou simples intelectuais?

13 de fevereiro de 2009 Deixe um comentário

 Senhores,

O texto dessa semana pode ser um pouco chato para os menos familiarizados com estudos filosóficos e com essa pseudo-filosofia contemporânea ou a maldita filosofia acadêmica. Particularmente, gosto dessa visão “kamamanasica” e estou curtindo as aulas do professor Gustavo (nome legal do cara, né?) e gostando do fato de estar tendo que por em prática tudo que aprendi sobre esvaziar meu copo de conhecimentos para deixar espaço para um pouco mais de água vinda de outras fontes. Por outro lado fico observando como a forma intelectualizada de ver a filosofia tira a vida e praticidade desta.

Não estou aqui para ser simpático e fazer a corte para o pensamento que gera o grande preconceito com nossa filosofia de verdade, então segue a minha crítica revoltada: Deveria estar escrevendo hoje sobre as formas de governo e um julgamento particular sobre o B. Obama, porém outro assunto tem tomado conta dos meus pensamentos nos últimos dias. Iniciei aulas de “pressupostos filosóficos” na faculdade e não consigo olhar para a matéria como filosofia de verdade, preferindo chamar de pressupostos intelectuais. 

Como podem chamar um louco como o Wittgeistein de filósofo?

 Vem sempre a minha mente aquela velha história das quatro vias do conhecimento que se encontram na filosofia pura e, a partir desse ponto, eu fico tentando achar uma razão para estudarmos esses pseudo-filósofos contemporâneos.

Começamos em Fenomenologia e a intencionalidade da consciência humana. Seguimos tentando descrever, entender e interpretar os “fenomenos” diante à percepçao. Daí chegam caras como o Husserrl e Heidegger e começam a separar o “sujeito” do “objeto” e começam a olhar para a “realidade” (matrix, maya) em primeira pessoa.  Beleza, admito que o Sartre passa um pouco mais próximo da visão universal, mas ainda assim suas idéias estão poluidas demais pela fenomenologia. Pegamos as idéias como uma volta as coisas mesmas e ferramos com a idéia original de “fenomenos”. Minha crítica maior aos filósofos fenomenologistas é o fato destruirem o significado inicial de fenômeno, transformando-o em um rótulo falsificado.

No segundo degrau esbarramos na Hermenêutica que fala na questao de interpretação, esclarecimento e tradução de termos. Esse ramo da filosofia trata-se de compreenção dos termos e um uso prático para a filosofia. A idéia inicial da hermenêutica é a que mais se aproxima da idéia clássica da Filosofia porém a aplicação prática se distancia um pouco da realidade teórica. Não fosse isso, tiraria meu chapéu para o ramo.

Seguimos por Teoria Crítica com Adorno, Hebermas, Marause e Hokheimer. Filosofia Analítica com Russell, Carnap e Wittgeisntein. Nesse último faremos nossa primeira escala. Como estória e história sociológica esses intelectuais conseguem meu respeito, mas juro que não vou conseguir olhar pra eles como filósofos. Não é questão de preconceito, mas apenas não consigo conceber a idéia de uma filosofia não prática. Pensar de uma forma, agir de outra e falar/escrever outra completamente diferente não é algo de se admirar.

No momento atual seguimos duas classes de filosofias:
1- Corresponde a filosofia acadêmica e as idéias de filosofias que trabalham com o “arquivo-morto” da ciência. Pesquisam e colecionam conhecimentos e teorias sociais e argumentos de vários filósofos antigos e contemporâneos. Aos estudiosos e teóricos destas linhas eu não chamo filósofos, mas sim intelectuais. Não no sentido pejorativo ou minimalista, mas por fugir da idéia de “amor à Sabedoria”, se apegando mais a desejos e apegos às idéias menos inerentes ao verdadeiro sentido da filosofia. Essa se divide em milhares de linhas que acabam por fragmentar cada vez mais a Sabedoria ou Vontade.

2- A Filosofia à maneira Clássica, que busca resgatar os valores do homem e trabalhar a filosofia de maneira 100% prática, onde busque a posse de conhecimentos amplos e válidos a aplicação na vida. Essa segunda classe busca inicialmente desvelar o conhecimento, dando sentido a existência e uma postura de questionamento e investigação ao seu praticante, o qual pode chamar-se filósofo.

PILARES DA HUMANIDADE (Parte II)

4 de fevereiro de 2009 Deixe um comentário

Senhores,

Conforme prometido no ultimo post, vou aprofundar-me um pouco mais no tema “pilares do conhecimento”.

A parte I você poderá encontrar aqui (https://semkamamanas.wordpress.com/2009/02/02/pilares-da-humanidade-parte-i/)
Como dito no post anterior, esses são os pilares de qualquer civilização, e para entendermos a ascensão e queda das civilizações e indivíduos devemos entender profundamente cada um desses pilares.
Nosso tempo atual tem posto um “papel de parede” nesses pilares bem diferente de sua forma original, o que acaba fazendo com que esses percam suas identidades e sejam confundidos com tudo o que não são.
Para entendermos esses pilares devemos nos desligar desse papel de parede e olhar a face crua e nua de suas construções. Palavras como “mística e esoterismo” são vistas com freqüência quando falamos em pilares e bases da humanidade, e por tal, deveremos iniciar nossa caminhada re-conceituando tais palavras:

MÍSTICA:
Hoje vista como assuntos relacionados apenas ao ocultismo e a vida contemplativa.
Nada pode ser mais irreal que isso
Vi uma definição na internet que dizia que mística é o “estudo de coisas divinas ou espirituais; vida contemplativa” e cita como exemplo o fanatismo doutrinário
O Aurélio diz que mística é tudo ligado ao misticismo, que por sua vez, é a busca de comunhão com as divindades.
Nós, estudiosos de filosofia esotérica e sabedorias antigas, bem sabemos que mística pode ser isso também, mas não só.
Mística é todo ato feito com boa vontade e eficácia.
Vida contemplativa é mística.
Busca de comunhão com a divindade é mística.
Busca de comunhão com outros homens é mística.
Busca de comunhão consigo mesmo é mística.
Assim como ajudar uma pessoa a atravessar a rua, fazer um trabalho voluntário, ir para o trabalho todos os dias, estudar, namorar, ceder seu tempo a alguém, saber escutar, entre outras mil coisas, podem ser atos místicos.
A vida mística esta para além de estudar ocultismo. A vida mística é autenticidade e eficácia.

ESOTERISMO
:
Mais uma palavra que sofre um grande preconceito e banalizaçao nos dias atuais.
Bruxinhas, incensos, saias indianas, pirâmides e cristais são vistos hoje como produtos esotéricos e as pessoas que usam tais adereços como os grandes esotéricos da atualidade.
Fico me perguntando se as pessoas não observam as palavras…
Dessa vez dou um ponto ao dicionário na sua conceituação (coisa rara de acontecer).
Vi a definição como “caráter daquilo que é enigmático e impenetrável.”
É bem por ai.
Para simplificarmos, podemos olhar as diferenças de prefixo –EXO e –ESO. Sendo o primeiro relacionado a “fora” e o segundo a “dentro”.
Toda escola antiga tinha sua parte EXOtérica, que era ensinado a todos que tivessem interesse em ouvir. E tinha sua parte de ensinamentos ESOtéricos que era ensinados a discípulos escolhidos.
Vemos um exemplo claro na história de Jesus, onde falava ao povo e tinha seus (12 ???) discípulos.
O povo tinha acesso ao EXOtérico. Os discípulos ao ESOtérico.
Então, esotérico não é a vestimenta ou adereços. Esoterismo não é ler horóscopo na revista Capricho. Não é vestir uma camisa com a imagem de Shiva e acender um incenso. Não são as superstições e crendices.
Assino embaixo dessa definição:
Esotéricos: doutrina cujos princípios e conhecimentos não podem ou não devem ser vulgarizados, sendo comunicados a um pequeno número de discípulos;
caráter daquilo que é enigmático e impenetrável.”
Se eu for parar pra re-conceituar palavras isso daria um post gigantesco e eu não falaria sobre os pilares, então, vou parar por aqui. Já é o bastante para termos uma visão, ao menos superficial – mas ainda assim mais aprofundada que o de costume – de cada pilar.

PILAR RELIGIÃO:
Fundamenta-se na idéia de ligação íntima com a alma imortal, com a divindade e com os outros seres que se manifesta através da mística.
Na concepção draco-luciferiana*, Religião é Ágape (Amor), e representa-se como experiência direta da emoção superior consciente.
O papel de parede que cobre o pilar religião, além de embolorado, tem imagens de blasfêmia e deturpações em quase todo o mundo.
Hoje encontramos muitas pessoas que se dizem ateus por não acreditar nesse papel de parede que cobre o pilar. Papel de parede que eu mesmo não acredito, não aceito e, acima disso, desprezo.
Quando vamos contra esse pilar, normalmente não atacamos o pilar em si, mas o papel de parede que o reveste. Porem isso acaba por abalar a estrutura do pilar em si.
Atacamos tudo aquilo que está escrito e desenhado nesse papel de parede e é, exatamente, o que não acreditamos.
O que vemos hoje como religião é apenas um vestígio do tangível e idéias materialistas, igrejinhas caça-níqueis, sacerdotes corruptos e manipulação descarada. Mas isso NÃO É religião.
Na concepção latina, religião remete a “religio”, ou ainda “religare” do latim. Ambos significando RELIGAR.
A verdadeira religião é essa integração.
É religar:
1- O Homem a ele mesmo, integrando TODOS os aspectos da vida e os aspectos da personalidade com o EGO superior.
2- O Homem a outros Homens. (Fraternidade, comunhão, etc.)
3- O Homem a uma essência divina e universal. (tenha o nome e aparência que tiver)

PILAR CIÊNCIA:
Fundamenta-se no conhecimento intelectual e na utilização do mesmo em prol da evolução. É o estudo de causas e efeitos no tangível. É o conhecimento adquirido e prático, organizado e coordenado.
É o pilar responsável por passar o conhecimento de forma mais simples, clara e não simbólica (diferente da Arte e religião).
O pilar da Ciência também engloba a gnose (ou Gnosis – Conhecimento).

PILAR ARTE
Fundamenta-se no Bom, Belo e Justo, realizado através da mística.
São as manifestações de idéias intuitivas e vontade criadora expressadas no tangível.
Da Vince dizia que não criava, apenas realizava os desejos das obras. Dizia que quando esculpia a arte já estava pronta na natureza, ele apenas retirava os excessos.
Arte é expressão de idéias através da verdadeira vontade, impulsos intuitivos e ousadia, desprendido de qualquer limitação.
É expressar sentimentos e visões através de símbolos clássicos de sons, imagens, literatura, etc.
Só se considera verdadeira arte aquilo que se realiza sob a Vontade e manifesta o próprio ser.
Além de ditar boa parte da cultura, toda arte verdadeira é atemporal, por isso sua grande importância como pilar.


PILAR POLÍTICA
Fundamenta-se na arte de governar e guiar o povo a um estado melhor, em apoio à lei da evolução, unida a moral e às virtudes.
Assim como a religião, esse pilar está degradado e erodido pelas interpretações errôneas e ações contrarias a proposta clássica.
Na verdadeira política, o bem particular cede espaço ao bem coletivo.
A corrupção do ser político leva ao enfraquecimento do pilar política e, indubitavelmente ao fim de uma civilização.

FILOSOFIA
A união desses quatro pilares vão de encontro a um pilar central ou ao cume de uma pirâmide, a saber: Filosofia.
Filosofia é o amor à sabedoria e a busca por respostas às perguntas mais profundas do ser, livre de prisões intelectuais e exclusivamente teóricas.
A real Filosofia busca a verdadeira sabedoria baseada na vontade superior e na essência universal.
Filosofia é a busca pela VERDADE.
Entender e manter esses pilares é fundamental para a sobrevivência de qualquer ordem e a destruição de apenas um deles leva facilmente qualquer civilização à ruína.

Namastê

*Agradecimento profundo a Del Debbio, pelas concepções no contexto Draco-luciferiano.

 

PILARES DA HUMANIDADE (parte I)

2 de fevereiro de 2009 2 comentários

Boa tarde Senhores,

Há muito tempo eu venho enfrentando uma grande peleja com algumas pessoas por causa de Religião. Dizem por aí que política, futebol e religião não se discute, mas eu concordo apenas com um terço dessa afirmação. Certo que discutir futebol não é uma coisa muito elevada e não leva a lugar nenhum, mas quanto à política e religião isso se faz muito relativo. Quando estamos lidando com pessoas fanáticas e de visão limitada realmente não é algo muito sábio discutir esses dois assuntos, porém quando estamos a dialogar com pessoas pelo menos um pouco instruídas e sem apegos por visões limitadas, esse diálogo é algo nobre e enriquecedor.
A começar pelo fato de dialogar não ser apenas um bate boca “kamamanasico” e infrutífero. Dialogar é fazer encontro de Inteligências (Logos = inteligência => Diálogos, hãn hãn!! rs).
Os sábios de todos os tempos tinham esses dois assuntos como matéria bem específica em sua formação. Política e Religião são dois dos grandes pilares de qualquer civilização e, como tais, exercem seu papel de sustentação e manutenção da sociedade.
Se qualquer estrutura não tem pilares sólidos acabam por serem derrubados pelo mais breve dos ventos.
Minha grande discussão quanto á religião é exatamente pelo fato de ser um dos pilares mais decadentes da sociedade atual e ser encarado como algo maléfico ao que se dizem mais instruídos. Tenho visto um grande número de jovens que se auto-intitulam ateus por não acreditaram na imagem blasfemada e suja que fazem das diversas religiões e divindades e, o que mais me incomoda nesse aspecto é o fato desses jovens serem, em sua maioria, pessoas idealistas e de conhecimento acima da média. Jovens com potencial gigantesco que tomam certa implicância com as instituições usurpadoras e igrejas caça-níqueis e acham que isso é Religião. A principio, cerca de 95% (ou mais) das pessoas não tem a mínima idéia do que é a Religião de verdade e associam essa imagem suja ao pilar verdadeiro.
Dentro de um contexto filosófico, percebemos que a sociedade faz parte do indivíduo da mesma forma que o indivíduo faz parte da sociedade. É uma relação de troca, porém essa troca se faz cada vez mais desvalorizada. A sociedade está decadente, o individual está decadente e essa troca se faz de forma superficial e, ao meu ver, indigna. O homem não faz a mínima questão de ser o melhor que poderia ser e dá à sociedade a pior parte de si. A sociedade, manipuladora, dá ao homem sua ruína e ainda cobra por isso, não dando valor ao homem.
Vemos uma sociedade em ruínas e não paramos para olhar o porquê, quando na verdade é fácil perceber onde estão os erros e rachaduras desses pilares.
Mais quais são esses pilares?
Uma coisa que costumo fazer com freqüência é tentar aprender algo fazendo uma comparação entre as civilizações, sabedorias e culturas antigas em seus momentos mais brilhantes e iluminados e, se paramos pra buscar esses pilares sempre coincidimos nos mesmos pontos, a saber: Religião, Política, Arte e Ciência. E esses quatro pilares coincidem entre si em direção à Filosofia.
Todo indivíduo deve buscar englobar esses pilares a sua estrutura pessoal, internalizar e compreender os conhecimentos destes para que se tornem sabedoria verdadeira. Há de ser organizar e comparar os ensinamentos passa perceber sua essência, além dos rótulos e conceitos condicionados.

Os quatro pilares e o simbolismo das Pirâmides
Várias civilizações usavam a forma piramidal para expressar a busca pela sabedoria através desses quatro pilares, que também eram conhecidos como “vias do conhecimento”.
Analisando uma pirâmide de base quadrada, percebemos seus quatro lados coincidindo no seu ponto mais alto. Se olharmos pra cada um desses lados como uma via de conhecimento, temos a pirâmide como um símbolo perfeito de filosofia. O seu ponto mais alto, onde coincidem os lados, se encontra a Sabedoria. Um lado seria a Via Cientifica, outro a Via Artística, outro a Via Política e o outro a Via Religiosa.
Novamente fazendo um estudo comparativo, percebemos que os grandes sábios que se destacaram na história iniciavam sua busca pela sabedoria em uma dessas vias e fazia uma ascensão em espiral passando por todas as outras vias.
Como exemplo pode-se citar Jesus, que era um adepto da via religiosa, era também um grande político, de certa forma artista (carpintaria), e estudioso de ciências. Ou podemos citar Da Vince que iniciou sua trilha através da arte, era um homem profundamente religioso, um grande cientista e ainda exercia um belo papel político em sua sociedade.
Com Sócrates, Platão, Aristóteles, Buda, Krishna a história era a mesma. Iniciavam por uma via a tinham grande conhecimento das demais.
Nesse ponto percebemos, muito mais que coincidência, uma lei universal. Porém essas vias (pilares) devem estar livres de se tornarem ruínas. Destruir qualquer um desses pilares é destruir uma civilização inteira.
Brincando de comparar mais um pouco, vemos a natureza cíclica de todas as civilizações, onde se tem um belo momento de ascensão e logo após um período de queda e podemos identificar claramente onde cada uma delas começa a cair. Qual pilar é enfraquecido e derrubado.

Na Civilização Egípcia, por exemplo, vemos sua queda logo assim que a religião vira moeda de troca e jogo de interesses e sua política é abalada por invasões e traições.
A Grécia inicia seu momento de declínio com algumas invasões que abalam a Política.
Roma
começa a perceber seu fim com destruição de sua Arte.
Japão
começa a perder sua identidade quando o mau uso da Ciência começa a destruir seus valores filosóficos.
Outros exemplos nítidos são os Maias, Astecas, Incas, Hebreus, etc.
Sugiro que se alguém ainda tem dúvidas quanto a isso, pesquise alguns motivos de queda de alguma grande civilização e, se acharem algo diferente disso ficarei grato em receber essa informação.

No próximo texto, falarei um pouco mais aprofundadamente sobre cada pilar em particular. Até lá, sugiro que façam algumas pesquisas relacionadas.

Au revoir.

Categorias:.Mosaico, Pilares