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Archive for the ‘Relação Consciente’ Category

O Fracasso da Sociedade

6 de outubro de 2010 Deixe um comentário

Eleições 2010. Isso já resumiria o que é o fracasso de uma sociedade.
Porém minha indignação não me permite escrever sobre o tema…
Não quero ser negativista ou pessimista ao escrever aqui, mas fico observando pra onde as coisas estão caminhando e analisando o quanto tedem a piorar antes que algo realmente bom aconteça.
Por sorte temos uma natureza cíclica. E, como sempre, depois de toda tempestade vem bonança, porém mal se iniciou a tempestade social brasileira.
Hoje tivemos grandes reis perdendo o trono na eleição. Hoje temos um número gigantesco de jovens idealistas e dispostos à mudança, temos entidades e associações não governamentais realmente preocupadas com o sucesso da Nação, temos um bom numero de pessoas bem esclarecidas. Enfim, temos vontade. Mas de que vale toda boa vontade do mundo se não temos uma ação bem direcionada?
De que vale todo o amor de uma mãe se, ao ver seu filho com fome, ela não se levanta e o dá de comer? Ou de que vale todo conhecimento de um médico se, quando um paciente precisa, ele não está lá para ajudar?
O amor da mãe não mata a fome do filho, assim como o conhecimento do médico não cura o paciente se não houver uma ação que reflita esse amor e conhecimento. E essa ação há que ser bem canalizada, pois se não for não adiantará de nada, ou em muitos casos apenas agravaria a situação.

Jovens idealistas dispostos à mudança, sem uma canalização, se convertem em ateus, extremistas, fanáticos, guerrilheiros ou simplesmente perdem seu idealismo com o passar dos anos. De qualquer forma, se tornam a maior ameaça a tudo que é bom, simplesmente por não terem o direcionamento correto quando precisavam e tinham energia para isso.

Entidades e associações não governamentais realmente preocupadas com o sucesso da Nação se perdem ou acabam em papeis e burocracias, se vendem ou acabam formando o “núcleo de defesa das baleias rosas com pintinha amarela na orelha esquerda”, com a esperança de fazerem algo útil.

E as pessoas bem esclarecidas acabam sendo manipuladas por algum sistema pseudo-diferente. Acabam escolhendo um lado na política atual e sem sentido ou são coagidas socialmente a aplicarem suas idéias geniais em uma empresa que lhe toma toda a vida de assalto.

E assim voltamos à estaca zero.

O que devemos fazer com isso?

Onde seria o “ponto X” de mudança?
Ainda acredito que olhar pra trás pode trazer respostas…
Não pra 20 ou 30 anos, talvez nem mesmo pra 200 ou 300, mas sim pra épocas que estiveram realmente no auge desses ciclos civilizatórios.
Temos bons exemplos com a Grécia e Roma nas suas épocas auge, com a mítica Atlântida, o Antigo Egito. Mas temos a péssima mania de menosprezar o passado, sem perceber que também seremos passado em pouco tempo, e essas civilizações serão muito mais lembradas que a nossa fétida e corrupta sociedade.
Bom… se nada funciona, por que não tentar uma nova teoria?

Essas civilizações tinham a receita do sucesso civilizatório, na qual, 4 ingredientes principais eram Prudência (Sabedoria), Valor (coragem), temperança (equilíbrio) e Justiça.
Creio que esses ingredientes faltam hoje em dia… então, vou voltar aos meus estudos. E você? O que vai fazer? Melhor reclamar do Tiririca ou buscar uma resposta?

Enquanto pensa, deixo ai duas idéias que peguei agora da net:

1- Estamos vivendo uma era que faz-nos lembrar algumas escrituras indianas sobre a “KALI YUGA” (Idade das travas que estamos entrando):

“Matam-se os fetos e os heróis. Os serviçais querem assumir papéis intelectuais, os intelectuais, o dos serviçais. Os ladrões tornam-se reis e os reis, ladrões. As mulheres virtuosas são raras. A promiscuidade propaga-se. A estabilidade e o equilíbrio das castas e das idades da vida desaparecem. A terra não produz quase nada em certos lugares e muito em outros. Os poderosos apropriam-se do bem público e deixam de proteger o povo … Pessoas sem moralidade pregam a virtude a outrem… Associações criminosas se formam nas cidades e nos países…Ninguém viverá mais a duração normal da vida, que é de cem anos. Os ritos perecerão nas mãos de homens sem virtudes. Pessoas praticando ritos transviados espalhar-se-ão por toda parte. Pessoas não qualificadas estudarão os textos sagrados e tornar-se-ão supostos peritos. Os homens matar-se-ão uns aos outros e matarão também as crianças, as mulheres e as vacas. Os sábios serão condenados à morte…Os homens concentrarão os seus interesses na aquisição, mesmo que seja desonesta, da riqueza…A riqueza substituirá vantajosamente a nobreza de origem, a virtude, o mérito”.

2-

Namastê!

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O Mito da Caverna

18 de janeiro de 2010 1 comentário

(Antes de falar sobre o Mito da Caverna, queria deixar claro que quando falo de POLÍTICA nos textos, falo do seu sentido clássico, onde se fundamenta na CIÊNCIA (ou ARTE) racional e efetiva de guiar o povo, criando um modelo de convivência humana que sirva de apoio à lei da evolução.)

Bom…
Neste mito, Platão propõe, em síntese, que imaginemos uma caverna (algo parecido com um cinema moderno), onde estão reunidos vários homens acorrentados às suas cadeiras, de frente para uma parede que serve de tela. Por traz desses homens há um feixe de luz que é constantemente atravessado por portadores dos mais variados objetos, uns animados e outros inanimados, que projetam suas sombras sobre a tela. Estes portadores passam alguns calados e outros conversando entre eles. Esses homens acorrentados nasceram nessa caverna e desde que tomaram “consciência” de suas vidas, a caverna é tudo que conhecem. E as sombras e ecos são o que têm por real.
Se um dos espectadores, movidos por uma inquietação profunda, conseguisse escapar de suas correntes e voltar-se para trás, contemplando diretamente os objetos e os seus portadores, se desconcertaria e os julgaria mais enganadores que as sombras e ecos aos qual estava acostumado. Mas se a audácia ou outra razão o levasse a tentar sair da caverna em direção ao mundo exterior, de onde entra o feixe de luz, recuaria espantado, julgando-se cego.
Se o forçássemos a ficar neste mundo exterior que o desconcerta e cega, clamaria para que o levassem de volta à caverna, onde ele podia ver e ouvir.

Platão diz, então, que este homem enlouqueceria se não o habituássemos pouco a pouco à luz e aos objetos exteriores; por fim, ele chegaria à conclusão de que a luz do Sol é a causa indireta das ilusões da caverna e descobriria que estas não eram mais do que sombras e ecos. Este conhecimento iria torná-lo profundamente feliz e, daí em diante, ele não desejaria mais voltar à escuridão.
Mas, se por amor aos seus semelhantes, ele decidisse voltar, a princípio distinguiria muito pouco ou nada nessa penumbra; seus olhos habituados à luz pura teriam que se readaptar. Logo, explicaria aos seus companheiros os enganos reais.

Entretanto os acorrentados, julgando-o louco, tentariam, se lhes fosse possível, castigá-lo por tais supostas mentiras.
Segundo explica Platão no citado fragmento, o liberto é aquele que, por suas elevadas aspirações, inteligência e audácia pessoal, alcançou o Real, a consciência desperta e que, além de Filósofo, resolveu ser político* para bem dos seus semelhantes. Mas o homem massificado despreza a liberdade, beijando suas infamantes cadeias.
Nós podemos imaginar que no princípio de seu cativeiro cada um dos presos registrou suas experiências, tomando as sombras como realidades e os sons por palavras emitidas pelas sombras: a máquina de enganos habilmente montada e suas correntes não lhes permitiram outro caminho a não ser esse, em direção ao erro e o engano, embora tenham aparentemente liberdade para eleger. Mais tarde, os supostamente generosos donos do recinto, que diziam administrá-lo em nome de todos, convidam, e mesmo forçam, cada prisioneiro a elevar a sua voz e a trocar as suas opiniões com as dos outros, dizendo assim que lhes davam plena liberdade para opinar e eleger, dentre os condenados, aquele que desejam como chefe e guia. Mas que liberdade foi essa, se já estava previamente condicionada à escravidão e ao erro?

Pareceria que, periodicamente, um ou outro prisioneiro “guiava” as resoluções de todos… Mas não, os verdadeiros chefes são aqueles que, para sua conveniência egoísta e desumana, montaram a máquina, aproveitando-se da caverna.
Por detrás dos bastidores, eles riem-se dos esforços estéreis dos prisioneiros e da sua paródia de liberdade. Na chave política, a caverna é o mundo material, a maquina é o sistema dos interesses, da manipulação e da exploração da humanidade, e os prisioneiros são os cidadãos que, enganados, acreditam-se livres.

*Livro VII da República de Platão


“Um Mito não é uma narração tipo fábula, não é um conto ou uma história para crianças. Os mitos, que todos os povos têm, são ensinamentos que contêm uma certa verdade, mas narrado sob uma forma especial, que parece historinha, mas com um conteúdo correto, profundo, que se fosse narrado abertamente não seria compreendido.”
B.D.C.

*Cópia do NOKAMAMANAS.blogspot – postado em 12 de maio de 2007

Os Diferentes Tipos de Homens

24 de dezembro de 2009 Deixe um comentário

Boa tarde senhores,

Já faz um bom tempo que não venho aqui postar nenhum texto, mas essa semana tenho feito um grande trabalho de reflexão sobre os Diferentes tipos de Homens e resolvi compartilhar o resultado com vocês.

Na verdade é mais uma coleção de saberes sobre homens do que uma conclusão própria, mas como dizia HPB, essa sabedoria não é nossa. Nosso é apenas o laço que as une.

É impossivel falar sobre o ser humano sem retomar a sabedoria antiga e comparar o homem comum à imagem arquetípica. Impossível também, falar dos homens sem recorrer a sua constituição, reflexa a de tudo que existe, segundo a máxima hermética: “como é acima, assim é embaixo”.

Falei em textos anteriores sobre a *constituição do Homem, mesmo que resumidamente, e para falar do homem ou dos seus diferentes tipos, retomo essa explicação.
*(https://semkamamanas.wordpress.com/2009/01/15/sem-kama-manas/ Texto: SEM KAMA MANAS)

Se olharmos a constituição quaternária (Etéreo-Físico, Pranico, Astral e Kama Manas) vemos que isso forma a personalidade humana. Nesse ponto em que os homens se diferenciam. Por tal, tomo a constituição quaternária como ponto de partida.

Etéreo-Fisico

Neste veículo a diferença entre os homens se torna muito mais clara.

Como o Etéreo-Fisico corresponde a forma mais densa do ser (seu corpo físico e sua energia “modeladora”) qualquer diferença de cor, tamanho, peso, etc. é uma diferença etéreo-física.
Porém esse veículo também se encontra sendo atualizado no reino Mineral.
Onde vemos materiais bem diferentes em niveis evolutivos.
Podemos pegar como exemplo um grafite e um diamante.
O grafite é tosco e bruto. Dotado de pouca evolução, ao passo que o diamante é uma pedra completamente evoluída. Transparente. Bela. Que encerra em si mesma uma perfeição mística de evolução.

Pranico (ou energético)
Esse veículo já é bem mais sutil do que o etéro-físico, e quando falamos de diferenças nos seres humanos isso raramente se percebe com apenas uma olhada rápida.
Falamos em diferenças significativas em relação à propria energia do homem.
Esse Veículo se encontra em atualização no Reino Vegetal, onde podemos ver facilmente sua diferenciação em algumas plantas.
Basta olhar para um plancton e uma rosa.
Assim como o grafite e o diamante, essas duas formas são muito diferentes em graus evolutivos.
Sem dúvida seria um grande erro dizer que são iguais. Apesar de estarem no mesmo Reino.

Astral (ou emocional)
Em escala evolutiva, o ultimo veículo atualizado pela raça humana.
É nítida a nossa falata de controle desse veículo, mesmo sendo um veículo sobre responsabilidade de formas menos evoluídas: os animais.
Esse corpo trabalha todas as emoções e sentimentos. E segundo a lei natural, já deveríamos ter controle sobre ele, assim como temos dos dois anteriores.
No Reino Animal, vemos cada ser lutando para domar esse veículo que o usa como bem entende.
Mas também podemos falar em escalas evolutivas dentro do próprio Reino e a maior ou menor dificuldade de cada ser ao lidar com isso.
Usarei como exemplo uma ameba e um golfinho.
A ameba mal tem “consciencia” de seu corpo Astral. Tem sua forma etéreo-física, seu controle Pranico (pois pertencia a reinos de escalas evolutivas inferiores), porém esta no início de seu trabalho em busca de atualização Astral.
Por sua vez, o Golfinho tem uma visão mais ampla de seus impulsos astrais e uma surpreendente capacidade de controle dos Instintos. Esse controle é tão evoluido nessa espécie que muitas vezes  supera o controle que alguns humanos tem (mesmo o ser humano pertencendo a um grau evolutivo acima).

Kama Manas (ou mental)
Nesse momento falamos de mente.
Atualização correspondente à raca humana.
Como o Reino mais evoluído entre os quatro. Deveria haver um pleno controle do Etereo-Físico e Pranico, um grande controle Astral e começariamos a guerra no campo mental, porém não é o que vemos.
Aqui sim os seres humanos são realmente diferentes.
Aqui sim identificamos as diferenças significativas em graus evolutivos.
Alguns homens estão na base de sua evolução e ainda vivem como animais, lutando diariamente para controlar seus instintos e poucas vezes têm acesso ao seu campo mental. Simplesmente não pensam.
Agem como animais. E animais pouco evoluídos.
Talvez seria melhor que agissem como golfinhos, mas preferem a selvageria de leões, ursos, guepardos, etc.
Porém tem o elemento mental que se coloca nessa fase, deixando-os em uma confusão maior e gerendo sentimentos (Astral) de discórdia, inveja e selvageria.
Homens evolutivamente básicos, que mal usam sua capacidade de fala. Preferindo rosnar palavrões a sentar e usar seu elemento de direito: A MENTE.
Eles também são humanos. Também são homens, porém comparados a grafites, planctons e amebas.
Primeiro degraus de uma grande escala evolutiva.
Mas, em contrapartida temos homens diamantes, homens rosas, homens golfinhos.
Homens que estão em alto grau de evolução. Homens que controlam seus instintos e usam suas mentes.
Confundir esses tipos de homens é como confundir um grafite com um diamante.
Como confundir plancton com rosa e ameba com golfinho.

São diferentes e devem ser olhados como tal.
Em meio a esse universo de divergencias evolutivas, temos o homem comum. O homem médio. Talvez esse seja o homem que busque algo de bom. Talvez apenas não tenha entendido algumas coisas. Talvez apenas busque tais coisas em lugares errados. Ou muitas vezes nem sabem o que buscam.
Esse homem comum merece respeito, pois dele virá em breve áqueles homens diamantes/Rosas/Golfinhos.
Ele apenas busca a harmonia escutando seus desejos de carência e por isso não percebem a totalidade do momento e do universo.

Esse homem apenas segue esquemas, no lugar de ser natural.
Esse homem muitas vezes erra por exceder seu momento de resposta à estimulos. Tambem erra por não alcança-los.
Erra por não saber ser eficiente.
Mas ainda assim esta acima daqueles que nem tentam ser bons homens, e assim viram apenas maus animais.

Gustavo Santos

OS TRÊS MUNDOS

18 de fevereiro de 2009 1 comentário

 

 

Boa Tarde Senhores,

 

Primeiramente eu gostaria de pedir perdão pelo texto da semana passada e sua qualidade inferior ao prometido de antemão.

Estou pensando várias vezes antes de escrever qualquer coisa sobre o B. Obama e a ilusão de salvação que ele representa e, devido ao fato de estar meio sem tempo e desinformado sobre política internacional prefiro aguardar um pouco antes de meter malha na política dele e na nossa “sublime” forma de governo democrático.

Qualquer um que tenha lido algum dos meus textos sobre formas de governo ou me escutado em algum debate político sabe que eu não gosto da democracia e não a aconselho em qualquer grupo maior que dez pessoas. Mas isso vai ser assunto para um futuro próximo…

 

Hoje vou continuar com a linha de pensamento sobre pilares e suas representações. Indiretamente falarei um pouco do pilar religioso, na parte que o “religare” propõe religar o homem a si mesmo.

 

Aqui no ocidente aprendemos a ver o homem como corpo e alma, mas o que isso quer dizer? Alma é a mesma coisa que espírito?

Quais as características de cada um deles? De onde nasce essa idéia?

 

Em uma visão resumida e simplificada temos:

O CORPO físico, que é a estrutura e a forma que o contém.

Esse corpo, quando animado, possui uma vida que é a ALMA (anima). Essa vida o possibilita falar, sentir, se comunicar, se relacionar, etc. por tal razão relacionamos a alma à Psique.  

Para além do corpo e da alma encontramos o ESPÍRITO, que é o núcleo da vida, o que o mantém único e indivisível, a centelha divina de cada homem.  

Corpo, Alma e Espírito. Simples assim?

NÃO!

 

Essa simplificação é apenas uma idéia de onde começarmos a estudar e analisar a vida.

Isso me lembra um Coan (conto oriental) que fala em um homem que caminhava pelo deserto sentindo muita sede. Caminha por longas e penosas horas até se encontrar com um monge que parecia conhecer bem o deserto. O sedento homem pergunta ao monge onde pode encontrar água. O homem, então, aponta em uma direção e responde: nessa direção, após vinte oito dunas.

Como todo Coan ele termina assim, sem uma explicação lógica. Mas se analisarmos o conto entendemos facilmente que apenas o fato de saber onde tem água não mataria a sede do homem. Ele teria que trilhar o caminho, passar pelas vinte e oito dunas e beber da água. Somente assim saciaria sua sede.

 

Quando escutamos a explicação de Corpo, Alma e Espírito, estamos apenas recebendo a indicação de onde podemos encontrar água, mas na maioria das vezes começamos a achar que nossa sede já esta saciada por esse saber teórico. Existe uma enorme diferença entre saber qual é o caminho e trilhar o caminho, e essa idéia de Corpo, Alma e Espírito serve unicamente para nos dar consciência de que existe um mundo além daquele que podemos tocar e ver, sentir e sonhar.

 

Uma forma ainda simplificada de vermos o homem é a constituição ternária proposta por Pitágoras. Desta idéia Ternária, tiramos a idéia dos TRÊS MUNDOS, os quais tentarei fazer um resumo:

 

1º Mundo (SOMA)

Na idéia inicial da constituição ternária o SOMA está para além da simples estrutura e forma que compõe o Corpo. O SOMA é a união do Corpo físico e da energia etérica que o da forma, somado a energia Prânica, que diferencia um corpo vivo de um corpo morto.

À Alma caberia o papel de dar sentido a essa animação e não apenas o movimento.

O soma, em sua mais elevada parte, faz uma interseção com a Psique em sua forma mais básica.

 

2º Mundo (PSIQUE)

No mundo psíquico a personalidade humana se completa. Em soma temos corpo e energia que o mantém vivo, em Psique temos as emoções, sentimentos e o mundo mental. Corpo, energia, emoção e mente completam a constituição mais densa do homem.

Aqui já temos um ser humano completo, porém temos de brinde a centelha divina, encontrada no terceiro mundo.

A Psique tem, além de sua interseção com Soma, uma interseção com Nous em sua parte mais básica, fazendo com que o homem vislumbre, em momentos de elevação Psíquica, o que Nous pode apresentar-lhe, como intuições, pensamentos altruístas, inteligência pura e a verdadeira vontade.

Psique representa o trabalho interno e o externo em paralelo, miticamente apresentado em forma de um machado de duplo fio, segurado por um herói.

 

3º Mundo (NOUS)

Espírito. Nous representa a centelha divina puramente. Representa o lado divino do homem e sua capacidade de se ligar à essência universal.

Nous corresponde à Tríade da constituição septenária (Manas, Budhi e Atma). O terceiro mundo nos apresenta a essência universal e o sentimento de eternidade. O Eu imortal e verdadeiro, a sede de transcendência.

 

Somos o terceiro mundo. Estamos o primeiro e segundo mundo. Nous é o nosso EGO SUPERIOR (não confundir com Ego da Psicologia), Psique e Soma são nossa personalidade.

Compreender isso é iniciar a trilha através das vinte e oito dunas, a fim de beber a água e saciar a sede de saber.

Buscar isso é viver o ideal e iniciarmos o processo de sermos a melhor pessoa que podemos ser.

Filósofos ou simples intelectuais?

13 de fevereiro de 2009 Deixe um comentário

 Senhores,

O texto dessa semana pode ser um pouco chato para os menos familiarizados com estudos filosóficos e com essa pseudo-filosofia contemporânea ou a maldita filosofia acadêmica. Particularmente, gosto dessa visão “kamamanasica” e estou curtindo as aulas do professor Gustavo (nome legal do cara, né?) e gostando do fato de estar tendo que por em prática tudo que aprendi sobre esvaziar meu copo de conhecimentos para deixar espaço para um pouco mais de água vinda de outras fontes. Por outro lado fico observando como a forma intelectualizada de ver a filosofia tira a vida e praticidade desta.

Não estou aqui para ser simpático e fazer a corte para o pensamento que gera o grande preconceito com nossa filosofia de verdade, então segue a minha crítica revoltada: Deveria estar escrevendo hoje sobre as formas de governo e um julgamento particular sobre o B. Obama, porém outro assunto tem tomado conta dos meus pensamentos nos últimos dias. Iniciei aulas de “pressupostos filosóficos” na faculdade e não consigo olhar para a matéria como filosofia de verdade, preferindo chamar de pressupostos intelectuais. 

Como podem chamar um louco como o Wittgeistein de filósofo?

 Vem sempre a minha mente aquela velha história das quatro vias do conhecimento que se encontram na filosofia pura e, a partir desse ponto, eu fico tentando achar uma razão para estudarmos esses pseudo-filósofos contemporâneos.

Começamos em Fenomenologia e a intencionalidade da consciência humana. Seguimos tentando descrever, entender e interpretar os “fenomenos” diante à percepçao. Daí chegam caras como o Husserrl e Heidegger e começam a separar o “sujeito” do “objeto” e começam a olhar para a “realidade” (matrix, maya) em primeira pessoa.  Beleza, admito que o Sartre passa um pouco mais próximo da visão universal, mas ainda assim suas idéias estão poluidas demais pela fenomenologia. Pegamos as idéias como uma volta as coisas mesmas e ferramos com a idéia original de “fenomenos”. Minha crítica maior aos filósofos fenomenologistas é o fato destruirem o significado inicial de fenômeno, transformando-o em um rótulo falsificado.

No segundo degrau esbarramos na Hermenêutica que fala na questao de interpretação, esclarecimento e tradução de termos. Esse ramo da filosofia trata-se de compreenção dos termos e um uso prático para a filosofia. A idéia inicial da hermenêutica é a que mais se aproxima da idéia clássica da Filosofia porém a aplicação prática se distancia um pouco da realidade teórica. Não fosse isso, tiraria meu chapéu para o ramo.

Seguimos por Teoria Crítica com Adorno, Hebermas, Marause e Hokheimer. Filosofia Analítica com Russell, Carnap e Wittgeisntein. Nesse último faremos nossa primeira escala. Como estória e história sociológica esses intelectuais conseguem meu respeito, mas juro que não vou conseguir olhar pra eles como filósofos. Não é questão de preconceito, mas apenas não consigo conceber a idéia de uma filosofia não prática. Pensar de uma forma, agir de outra e falar/escrever outra completamente diferente não é algo de se admirar.

No momento atual seguimos duas classes de filosofias:
1- Corresponde a filosofia acadêmica e as idéias de filosofias que trabalham com o “arquivo-morto” da ciência. Pesquisam e colecionam conhecimentos e teorias sociais e argumentos de vários filósofos antigos e contemporâneos. Aos estudiosos e teóricos destas linhas eu não chamo filósofos, mas sim intelectuais. Não no sentido pejorativo ou minimalista, mas por fugir da idéia de “amor à Sabedoria”, se apegando mais a desejos e apegos às idéias menos inerentes ao verdadeiro sentido da filosofia. Essa se divide em milhares de linhas que acabam por fragmentar cada vez mais a Sabedoria ou Vontade.

2- A Filosofia à maneira Clássica, que busca resgatar os valores do homem e trabalhar a filosofia de maneira 100% prática, onde busque a posse de conhecimentos amplos e válidos a aplicação na vida. Essa segunda classe busca inicialmente desvelar o conhecimento, dando sentido a existência e uma postura de questionamento e investigação ao seu praticante, o qual pode chamar-se filósofo.

PILARES DA HUMANIDADE (Parte II)

4 de fevereiro de 2009 Deixe um comentário

Senhores,

Conforme prometido no ultimo post, vou aprofundar-me um pouco mais no tema “pilares do conhecimento”.

A parte I você poderá encontrar aqui (https://semkamamanas.wordpress.com/2009/02/02/pilares-da-humanidade-parte-i/)
Como dito no post anterior, esses são os pilares de qualquer civilização, e para entendermos a ascensão e queda das civilizações e indivíduos devemos entender profundamente cada um desses pilares.
Nosso tempo atual tem posto um “papel de parede” nesses pilares bem diferente de sua forma original, o que acaba fazendo com que esses percam suas identidades e sejam confundidos com tudo o que não são.
Para entendermos esses pilares devemos nos desligar desse papel de parede e olhar a face crua e nua de suas construções. Palavras como “mística e esoterismo” são vistas com freqüência quando falamos em pilares e bases da humanidade, e por tal, deveremos iniciar nossa caminhada re-conceituando tais palavras:

MÍSTICA:
Hoje vista como assuntos relacionados apenas ao ocultismo e a vida contemplativa.
Nada pode ser mais irreal que isso
Vi uma definição na internet que dizia que mística é o “estudo de coisas divinas ou espirituais; vida contemplativa” e cita como exemplo o fanatismo doutrinário
O Aurélio diz que mística é tudo ligado ao misticismo, que por sua vez, é a busca de comunhão com as divindades.
Nós, estudiosos de filosofia esotérica e sabedorias antigas, bem sabemos que mística pode ser isso também, mas não só.
Mística é todo ato feito com boa vontade e eficácia.
Vida contemplativa é mística.
Busca de comunhão com a divindade é mística.
Busca de comunhão com outros homens é mística.
Busca de comunhão consigo mesmo é mística.
Assim como ajudar uma pessoa a atravessar a rua, fazer um trabalho voluntário, ir para o trabalho todos os dias, estudar, namorar, ceder seu tempo a alguém, saber escutar, entre outras mil coisas, podem ser atos místicos.
A vida mística esta para além de estudar ocultismo. A vida mística é autenticidade e eficácia.

ESOTERISMO
:
Mais uma palavra que sofre um grande preconceito e banalizaçao nos dias atuais.
Bruxinhas, incensos, saias indianas, pirâmides e cristais são vistos hoje como produtos esotéricos e as pessoas que usam tais adereços como os grandes esotéricos da atualidade.
Fico me perguntando se as pessoas não observam as palavras…
Dessa vez dou um ponto ao dicionário na sua conceituação (coisa rara de acontecer).
Vi a definição como “caráter daquilo que é enigmático e impenetrável.”
É bem por ai.
Para simplificarmos, podemos olhar as diferenças de prefixo –EXO e –ESO. Sendo o primeiro relacionado a “fora” e o segundo a “dentro”.
Toda escola antiga tinha sua parte EXOtérica, que era ensinado a todos que tivessem interesse em ouvir. E tinha sua parte de ensinamentos ESOtéricos que era ensinados a discípulos escolhidos.
Vemos um exemplo claro na história de Jesus, onde falava ao povo e tinha seus (12 ???) discípulos.
O povo tinha acesso ao EXOtérico. Os discípulos ao ESOtérico.
Então, esotérico não é a vestimenta ou adereços. Esoterismo não é ler horóscopo na revista Capricho. Não é vestir uma camisa com a imagem de Shiva e acender um incenso. Não são as superstições e crendices.
Assino embaixo dessa definição:
Esotéricos: doutrina cujos princípios e conhecimentos não podem ou não devem ser vulgarizados, sendo comunicados a um pequeno número de discípulos;
caráter daquilo que é enigmático e impenetrável.”
Se eu for parar pra re-conceituar palavras isso daria um post gigantesco e eu não falaria sobre os pilares, então, vou parar por aqui. Já é o bastante para termos uma visão, ao menos superficial – mas ainda assim mais aprofundada que o de costume – de cada pilar.

PILAR RELIGIÃO:
Fundamenta-se na idéia de ligação íntima com a alma imortal, com a divindade e com os outros seres que se manifesta através da mística.
Na concepção draco-luciferiana*, Religião é Ágape (Amor), e representa-se como experiência direta da emoção superior consciente.
O papel de parede que cobre o pilar religião, além de embolorado, tem imagens de blasfêmia e deturpações em quase todo o mundo.
Hoje encontramos muitas pessoas que se dizem ateus por não acreditar nesse papel de parede que cobre o pilar. Papel de parede que eu mesmo não acredito, não aceito e, acima disso, desprezo.
Quando vamos contra esse pilar, normalmente não atacamos o pilar em si, mas o papel de parede que o reveste. Porem isso acaba por abalar a estrutura do pilar em si.
Atacamos tudo aquilo que está escrito e desenhado nesse papel de parede e é, exatamente, o que não acreditamos.
O que vemos hoje como religião é apenas um vestígio do tangível e idéias materialistas, igrejinhas caça-níqueis, sacerdotes corruptos e manipulação descarada. Mas isso NÃO É religião.
Na concepção latina, religião remete a “religio”, ou ainda “religare” do latim. Ambos significando RELIGAR.
A verdadeira religião é essa integração.
É religar:
1- O Homem a ele mesmo, integrando TODOS os aspectos da vida e os aspectos da personalidade com o EGO superior.
2- O Homem a outros Homens. (Fraternidade, comunhão, etc.)
3- O Homem a uma essência divina e universal. (tenha o nome e aparência que tiver)

PILAR CIÊNCIA:
Fundamenta-se no conhecimento intelectual e na utilização do mesmo em prol da evolução. É o estudo de causas e efeitos no tangível. É o conhecimento adquirido e prático, organizado e coordenado.
É o pilar responsável por passar o conhecimento de forma mais simples, clara e não simbólica (diferente da Arte e religião).
O pilar da Ciência também engloba a gnose (ou Gnosis – Conhecimento).

PILAR ARTE
Fundamenta-se no Bom, Belo e Justo, realizado através da mística.
São as manifestações de idéias intuitivas e vontade criadora expressadas no tangível.
Da Vince dizia que não criava, apenas realizava os desejos das obras. Dizia que quando esculpia a arte já estava pronta na natureza, ele apenas retirava os excessos.
Arte é expressão de idéias através da verdadeira vontade, impulsos intuitivos e ousadia, desprendido de qualquer limitação.
É expressar sentimentos e visões através de símbolos clássicos de sons, imagens, literatura, etc.
Só se considera verdadeira arte aquilo que se realiza sob a Vontade e manifesta o próprio ser.
Além de ditar boa parte da cultura, toda arte verdadeira é atemporal, por isso sua grande importância como pilar.


PILAR POLÍTICA
Fundamenta-se na arte de governar e guiar o povo a um estado melhor, em apoio à lei da evolução, unida a moral e às virtudes.
Assim como a religião, esse pilar está degradado e erodido pelas interpretações errôneas e ações contrarias a proposta clássica.
Na verdadeira política, o bem particular cede espaço ao bem coletivo.
A corrupção do ser político leva ao enfraquecimento do pilar política e, indubitavelmente ao fim de uma civilização.

FILOSOFIA
A união desses quatro pilares vão de encontro a um pilar central ou ao cume de uma pirâmide, a saber: Filosofia.
Filosofia é o amor à sabedoria e a busca por respostas às perguntas mais profundas do ser, livre de prisões intelectuais e exclusivamente teóricas.
A real Filosofia busca a verdadeira sabedoria baseada na vontade superior e na essência universal.
Filosofia é a busca pela VERDADE.
Entender e manter esses pilares é fundamental para a sobrevivência de qualquer ordem e a destruição de apenas um deles leva facilmente qualquer civilização à ruína.

Namastê

*Agradecimento profundo a Del Debbio, pelas concepções no contexto Draco-luciferiano.

 

Consciência

19 de janeiro de 2009 1 comentário

...

Bom tarde senhores,

Recentemente participei de uma discussão em uma comunidade a respeito do que é a consciência e o que a cria. Achei interessante a questão que levantaram se “o cérebro cria a consciência ou o contrario” e resolvi escrever um pouco sobre o assunto.

Primeiramente deveremos definir consciência. Embora isso se torne difícil por haver inúmeras definições e inúmeros rótulos de consciência para as mais diversas coisas e pensamentos, vamos tentar.

Em Psicologia, tem sido definida como atividades psíquicas vividas no momento presente. (O que abre outra discussão a cerca do que é o presente, tempo, etc.). Porém, independente da interpretação do termo, o “aqui e agora” não passa de um ponto numa reta infinita, que tem muito mais de passado e futuro do que de presente.

A consciência pode ser encarada, então, como a capacidade de transladar essa reta, ponto por ponto, ignorando barreiras de tempo e espaço, vivendo tudo como um eterno “aqui e agora”. Ou ainda, como uma memória ou uma programação de conhecimentos para identificar o que se passou e o que virá.

Para nos aproximarmos ainda mais do que é consciência verdadeiramente podemos remeter a conceitos antigos e livres de interpretações parciais, onde estrita laços de parentesco entre consciência e concentração.

Estranho isso? centro
Eu explico:
Concentração é uma reunião em torno de um centro.
Imagine um circulo com um ponto central. Fixe a mente nesse ponto. Agora tente perceber eternamente o ponto sem perder o circulo de me visão. Isso é concentração. Isso é estar no centro. Centralização.
E a consciência?
Simples. Agora seja o ponto. Perceba o ciírculo em volta de você mesmo. Transforme esse círculo em esfera e seja o eixo central.
Perceba todos os fatores da vida psíquica que giram à sua volta.

Esse eixo ou ponto central é o Ego. É o seu verdadeiro eu e tudo que gira à volta é a sua personalidade e acontecimentos do mundo.
Assim consciência é a possessão de si mesmo. É o governo a partir do eixo central.
A partir daí se ramifica dois pontos de consciência. Um com relação a você mesmo e outro com relação ao mundo. Mas são duas faces de uma mesma moeda e não pode haver um sem que haja o outro. Isso, psicologicamente falando, seria “foco de consciência”, mas se isso é o foco, o que seria a consciência em si?

A consciência e o foco de consciência são a mesma coisa em graus diferentes. O foco é o ponto ou eixo central e sua visão do restante da esfera e a consciência pura é a sensação do toque nos limites dessa esfera.
É o saber mais que o ver cada milímetro dessa esfera.
O foco de consciência é um ator iluminado pelas luzes do cenário teatral. A Consciência é isso somado ao que está atrás das cortinas, às próprias cortinas e aos espectadores, sendo o que esta atrás das cortinas são o inconsciente e o subconsciente.

Freud colabora com nossa definição quando diferencia entre subconsciente e inconsciente, colocando o primeiro como tudo que está relacionado imediatamente à consciência, podendo ser usado a qualquer momento de maneira natural e harmônica. Já a inconsciência é retratada como resíduos de experiências mais profundas e encobertas por capas que não são facilmente assimiladas pela consciência.
Consciência então é o “conhecer a si mesmo” e, dentro do possível, conhecer e integrar-se a tudo que o cerca.
A consciência é como um elevador que usa cada veículo constituinte do homem como um andar. Ora estando num “eu animal” (formado pelo mundo somático e parte inferior do psíquico), ora estando num “eu humano” (formado pelo psíquico e parte ainda mais elevada).
Consciência é a não entrega a impulsos que atrapalham esse “visão” do eu humano. É a não entrega a robotização ou automatização. É a não entrega às emoções excessivas e baixas. É a não entrega a pensamentos egoístas. Consciência é o desenvolvimento da vontade e o controle de si mesmo.

Então surge a questão: “o cérebro cria a consciência ou o contrario”?
Podemos dizer que cada veículo tem sua própria consciência.
O cérebro não cria a consciência. Apenas reflete a percepção da personalidade, ou seja, dos quatro veículos inferiores.
Como uma máquina mais densa, ele serve como ponto de junção – ou comunicação – entre todos os veículos.
Apenas recebe os estímulos e interpreta conforme suas lembranças, processando tais informações conforme seu entendimento de realidade.
O Cérebro é apenas uma maquina pré-programada, enquanto a consciência é o programa principal e o programador.Fazendo uma relação análoga: um computador cria programas ou o contrario?
Cérebro é o processador e as memórias. Armazena, analisa, processa, e executa.
Os programas existem independente de estarem instalados ou não. Quando um programa está instalado, o computador aprende a interpretar sua linguagem e trabalhar com ele, ou seja, o computador toma “consciência” de tal programa.
Podemos dizer que o cérebro não cria a consciência, mas pode criar a nossa ilusão de realidade, como em Matrix nos cinemas, Isis no Egito ou Maya entre os hindus.

Estabelecendo nossa missão em: Sair da Matrix, desvelar Isis ou ver além de Maya.

Boa sorte a todos.
A luta é grande e, contrario do que se diz. Não. Ignorância não e uma benção.

Au revoir