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Archive for the ‘Pilares’ Category

O Fracasso da Sociedade

6 de outubro de 2010 Deixe um comentário

Eleições 2010. Isso já resumiria o que é o fracasso de uma sociedade.
Porém minha indignação não me permite escrever sobre o tema…
Não quero ser negativista ou pessimista ao escrever aqui, mas fico observando pra onde as coisas estão caminhando e analisando o quanto tedem a piorar antes que algo realmente bom aconteça.
Por sorte temos uma natureza cíclica. E, como sempre, depois de toda tempestade vem bonança, porém mal se iniciou a tempestade social brasileira.
Hoje tivemos grandes reis perdendo o trono na eleição. Hoje temos um número gigantesco de jovens idealistas e dispostos à mudança, temos entidades e associações não governamentais realmente preocupadas com o sucesso da Nação, temos um bom numero de pessoas bem esclarecidas. Enfim, temos vontade. Mas de que vale toda boa vontade do mundo se não temos uma ação bem direcionada?
De que vale todo o amor de uma mãe se, ao ver seu filho com fome, ela não se levanta e o dá de comer? Ou de que vale todo conhecimento de um médico se, quando um paciente precisa, ele não está lá para ajudar?
O amor da mãe não mata a fome do filho, assim como o conhecimento do médico não cura o paciente se não houver uma ação que reflita esse amor e conhecimento. E essa ação há que ser bem canalizada, pois se não for não adiantará de nada, ou em muitos casos apenas agravaria a situação.

Jovens idealistas dispostos à mudança, sem uma canalização, se convertem em ateus, extremistas, fanáticos, guerrilheiros ou simplesmente perdem seu idealismo com o passar dos anos. De qualquer forma, se tornam a maior ameaça a tudo que é bom, simplesmente por não terem o direcionamento correto quando precisavam e tinham energia para isso.

Entidades e associações não governamentais realmente preocupadas com o sucesso da Nação se perdem ou acabam em papeis e burocracias, se vendem ou acabam formando o “núcleo de defesa das baleias rosas com pintinha amarela na orelha esquerda”, com a esperança de fazerem algo útil.

E as pessoas bem esclarecidas acabam sendo manipuladas por algum sistema pseudo-diferente. Acabam escolhendo um lado na política atual e sem sentido ou são coagidas socialmente a aplicarem suas idéias geniais em uma empresa que lhe toma toda a vida de assalto.

E assim voltamos à estaca zero.

O que devemos fazer com isso?

Onde seria o “ponto X” de mudança?
Ainda acredito que olhar pra trás pode trazer respostas…
Não pra 20 ou 30 anos, talvez nem mesmo pra 200 ou 300, mas sim pra épocas que estiveram realmente no auge desses ciclos civilizatórios.
Temos bons exemplos com a Grécia e Roma nas suas épocas auge, com a mítica Atlântida, o Antigo Egito. Mas temos a péssima mania de menosprezar o passado, sem perceber que também seremos passado em pouco tempo, e essas civilizações serão muito mais lembradas que a nossa fétida e corrupta sociedade.
Bom… se nada funciona, por que não tentar uma nova teoria?

Essas civilizações tinham a receita do sucesso civilizatório, na qual, 4 ingredientes principais eram Prudência (Sabedoria), Valor (coragem), temperança (equilíbrio) e Justiça.
Creio que esses ingredientes faltam hoje em dia… então, vou voltar aos meus estudos. E você? O que vai fazer? Melhor reclamar do Tiririca ou buscar uma resposta?

Enquanto pensa, deixo ai duas idéias que peguei agora da net:

1- Estamos vivendo uma era que faz-nos lembrar algumas escrituras indianas sobre a “KALI YUGA” (Idade das travas que estamos entrando):

“Matam-se os fetos e os heróis. Os serviçais querem assumir papéis intelectuais, os intelectuais, o dos serviçais. Os ladrões tornam-se reis e os reis, ladrões. As mulheres virtuosas são raras. A promiscuidade propaga-se. A estabilidade e o equilíbrio das castas e das idades da vida desaparecem. A terra não produz quase nada em certos lugares e muito em outros. Os poderosos apropriam-se do bem público e deixam de proteger o povo … Pessoas sem moralidade pregam a virtude a outrem… Associações criminosas se formam nas cidades e nos países…Ninguém viverá mais a duração normal da vida, que é de cem anos. Os ritos perecerão nas mãos de homens sem virtudes. Pessoas praticando ritos transviados espalhar-se-ão por toda parte. Pessoas não qualificadas estudarão os textos sagrados e tornar-se-ão supostos peritos. Os homens matar-se-ão uns aos outros e matarão também as crianças, as mulheres e as vacas. Os sábios serão condenados à morte…Os homens concentrarão os seus interesses na aquisição, mesmo que seja desonesta, da riqueza…A riqueza substituirá vantajosamente a nobreza de origem, a virtude, o mérito”.

2-

Namastê!

A ILUSÃO DEMOCRÁTICA

5 de fevereiro de 2010 3 comentários

2010, ano das eleições maiores
Ano onde fingimos escolher representantes
Ano onde fingimos que somos livres e que nossa opinião faz diferença…
Ano onde “Escolhemos” um chefe de estado (Presidente) e ele escolhe seus ministros.

Falamos em democracia, voto consciente, consciência política, mas há muito tempo eu tento descobrir como isso funciona na prática.

Alguém sabe?

VOTO CONSCIENTE
Há algumas semanas uma pessoa veio com um belíssimo texto sobre voto consciente e me criticou por não dar a mínima para eleições Maiores (na verdade, não dou a mínima para democracia)
Veio com um belíssimo discurso sobre voto consciente.
Então fiz uma pergunta simples: em quem você votou para presidente? E para Senador, Governador, Deputados federais e estaduais?
Bom… presidente e governador quase todo mundo lembra, mas e os outros???

Ok, senhor voto consciente… onde fica sua consciência política agora? Estamos acostumados a torcer pelo Brasil em época de copa, observar candidatos em época de eleição e apenas isso. Como se a consciência só necessitasse de uso de dois em dois anos (copa e eleição)
Mas, mesmo que fosse consciente, será que o voto valeria tanto?

 

 CONSCIÊNCIA POLÍTICA
Voltando ao velho exemplo do navio:
Imagine um Navio que vai de um ponto A para um ponto B…
Esse navio é dividido em classes e tripulação e VOCÊ esta a bordo desse grandioso navio.

Qual a sua classe?
Tripulação: Excelente. Os outros passageiros te colocaram aí. Você é o Capitão desse barco ou um dos seus homens de confiança. Você pode acelerar e desacelerar o navio. Usa roupas bonitas e tem quartos especiais. Não paga nada e ainda recebe muito por isso…. pena que o navio é movido por controle remoto e você não pode escolher o destino.
Mas se pudesse….

A ou B? Ótimo. Você é um dos poucos que pode ver o navio de cima. Olhar o gado povo se debatendo lá embaixo. Você tem quartos de luxo, hotéis de luxo, lazer e uma vida fantástica.
Campos de golf, piscina aquecida e água de coco na boca… Pode acessar quase todas as áreas do navio, exceto a da tripulação.

C ou D? bom… dos males o menor. Nada de cassinos nem piscinas aquecidas, mas tem um ticket que da acesso ao restaurante após a saída da classe A e B. tem um quartinho confortável. Sem luxo, mas pelo menos não passa fome e nem frio… mas sabe que seu dinheiro não vai dar até o fim do mês… mas e daí? Basta servir o andar de cima e eles deixam cair alguns restos…

Classe E ou F? é amigo… você ta ferrado.
Entrou de gaiato nesse navio. É um viajante clandestino. Se te pegam, te jogam no mar. Sorte (??) sua que muita gente finge que você é invisível. Você é apenas o rato que cata as migalhas.. e não tem direito a voto…

– Voto?
É.. as Classes de A à D votam.
Escolhem o presidente capitão. Mas esses não podem fazer nada além de prometer tudo que jamais irá cumprir… Mas pelo menos temos a democracia…

DEMOCRACIA
Contavam-me uma estorinha que a democracia era um sistema filho da puta de governo onde o gado povo tinha o poder de tomar decisões importantes. Nunca vi isso…
O Legislativo, Executivo e Judiciário deveriam ser independentes entre si, mas trabalhar em harmonia, de forma que o próprio poder limitaria o poder, como dizia o filósofo iluminista Montesquieu.
Mas não é o que vemos. Mesmo entre as pessoas que se dizem conscientes politicamente não chega a 2% os que realmente o são. E mais assustador, mais de 50% não sabe nem a que regime democrático estamos sujeitos (Presidencialismo ou Parlamentarismo).
Duvida? Faça uma pesquisa breve.
O presidente e o parlamento nem se tocam.

A Rede Globo elege “Elegemos” uma pessoa para nos representar interna e externamente, comandar nossas forças armadas, firmar tratados, encaminhar projetos ao congresso.
Isso no Ideal seria tão belo…

Eis que me deram um manual de democracia onde dizia:
“Democracia é o governo no qual o poder e a responsabilidade cívica são exercidos por todos os cidadãos através dos seus representantes livremente eleitos”
Livremente? Fala isso pra rede Globo.
Quem escolheu Lula? Quem botou Collor pra fora? O povo? Conta outra… Falando em Collor, aos senhores voto consciente, por que mesmo que ele saiu? Corrupção? Outra piada. Será que ele era pior que o Arruda?

“Democracia é um conjunto de princípios e práticas que protegem a liberdade humana; é a institucionalização da liberdade.”
Olha a palavra “liberdade” outra vez… e onde estão esses princípios?

“As democracias devem proteger direitos humanos fundamentais como a liberdade de expressão e de religião; o direito a proteção legal igual; e a oportunidade de organizar e participar plenamente na vida política, econômica e cultural da sociedade.”
Uuuuuu… essa é uma das melhores. Os Terreiros de Umbanda que o digam ¬¬

 Bom… parei de ler o manual aqui.. tava me dando ânsia..

Categorias:.Mosaico, Política

SACERDOTALIS CAELIBATUS

26 de janeiro de 2010 1 comentário

Certa vez um padre e um pastor estavam viajando juntos em um avião.
Eles começam a conversar e o padre oferece um pouco de conhaque ao pastor:
– Não obrigado, eu não bebo – diz o pastor.
– O senhor não sabe o que está perdendo – diz o padre.
Depois de algum tempo, a aeromoça se aproxima para servi-los e oferece um ótimo vinho.
O padre se vira para o pastor e pergunta:
– Tem certeza, pastor que não vai querer um pouco desse excelente vinho?
– Não obrigado, realmente não bebo – diz o pastor.
– O sr. não sabe o que está perdendo – diz o padre.
Quando o avião chega, eles se despedem:
(pastor) – Foi um prazer viajar com o senhor, até logo! Mande um forte abraço a sua esposa por mim!
(padre) – Mas o senhor não sabe? Eu não tenho esposa, padre não pode se casar!
(pastor) – Ah, que pena…O senhor não sabe o que está perdendo!!!!

Boa tarde,

Senhores,

Como vocês bem sabem, sou um “teista essencialista”. Acredito em um deus em essência, mas não como pregam 99,9% das “religiões” atuais.
Tenho uma grande simpatia pelas mensagens do mestre Jesus Cristo, mas acredito que o Cristianismo seja uma grande máquina não cristã.
Explico: Creio que muitas vezes é mais fácil viver a essência do Cristianismo fora das igrejas que em meio aos sacerdotes atuais.

O cristianismo vem dividindo pessoas em grupos desde que surgiu. Fico imaginando se cristo seria Cristão. E quer saber? Apostaria todas as minhas jujubas que não seria. Caso fosse, eu juro que não entenderia sua lógica em fazê-lo.
De todas as máquinas de decadência Cristã, a igreja católica é a que mais me assusta até hoje…

Hoje acordei pensando em duas coisas sobre a “Santa Igreja”
1- O lance do Celibato…
2- Porque a Igreja não fez nada contra o nazismo e o Holocausto?

Vou tentar escrever um pouco sobre o Celibato e quanto ao Holocausto, fica para um próximo post. Também vou sugerir a um colunista do Sedentário e Hiperativo, Coluna Teoria da conspiração (http://www.sedentario.org/category/colunas/teoria-da-conspiracao ) para comentar o caso.
Gosto dos textos dele…  Salve, Salve, Del Debbio…

UM POUCO DE HISTÓRIA:
No último milênio a igreja católica teve a brilhante idéia de IMPOR o celibato aos seus sacerdotes.
Alegam que é um casamento “místico” entre o padre e a Santa Igreja, que é para dedicação total ao “serviço de Deus”, que sem o “fardo” matrimonial os sacerdotes dariam mais atenção para a igreja, etc.
Mas… Tudo isso na teoria é lindo, todavia sabemos que a igreja católica medieval estava longe de ser uma instituição religiosa. Era uma máquina política e de CONTROLE das pessoas.

Gostaria de deixar claro que não critico os cristãos atuais, mas me nego a engolir a idéia de Santa corrupta Igreja antiga.
No mais, desculpem-se pela forma que escrevo hoje…

Ok
Vamos tentar afundar nossas mentes numa lama manipulativa e controladora para ver se, com todo esforço monstruoso, conseguimos chegar perto de olhar a igreja como a máquina política.

Vamos fazer um exercício de imaginação.
Desenhem a cena: Você esta à frente de uma organização que domina toda a Europa Medieval. Sabe que tudo que você fala vira lei. Quem vai contra suas idéias vai para a fogueira ou é exilado. Quando alguém fala boas verdades você manda prendê-lo e faz uma brilhante proposta:
“Senhor Giordano Bruno, ou você nega tudo que você falou ou te manteremos preso numa caverna onde nem poderá deitar-se”
Ele não te obedece e morre.
Uhul… você acaba de assar mais um inimigo.

Anos mais tarde está diante de outro problema, e solta o verbo:
“Senhor Galileu Galilei, descobri que você anda dizendo que a Terra é redonda. Esse negócio de sistema heliocêntrico, ta certo, mas vai contra o que pregamos. Não quero que nosso gado saiba disso. Fale que é mentira e te deixamos viver”.
Então o Covarde físico, matemático, astrônomo, Galileu treme e desmente TUDO.
Zaz… você impera mais uma vez tranqüilo… Isso é fácil, mas e se surgissem os problemas do início do Milênio como resolveriam?
Fácil mandar Galileu desmentir.
Fácil assar Giordano Bruno.
Eles não faziam parte da Santa Igreja… mas como controlar seu próprio povo?
Você teve que eliminar os Templários. Eram sua própria Guarda, mas já estavam, dando trabalho… eram justos demais. Corretos demais. Gente assim, cedo ou tarde, dariam mais dor de cabeça.  Então você os acusa de traição, heresia e os assa também… Você ainda tem sacerdotes…
Mas anos antes de queimar os templários, você tinha um outro problema. A Igreja tinha muita grana, mas seus sacerdotes não eram imortais. Os caras casavam-se e tinham herdeiros… E quando eles morriam, esses herdeiros tinham direitos…sem contar que mulheres “mercenárias” sempre existiram, então casar-se com padre pra dar o Golpe do Baú não era uma pratica tão incomum…
Situação difícil, não é mesmo?

Você não podia acusar TODOS os herdeiros de heresia… o que fazer então?

Pensem um pouco… como resolver isso com sua grande mente maléfica?

Sete Papas foram casados, então do ano de 325, no Concilio de Nicea, vem uma idéia que poderia resolver isso: Sacerdotes uma vez ordenados não poderiam se casar.

Bom, mas não suficiente… 1074 você manda seu gerente Gregório VII IMPOR o celibato.
Problema resolvido…

Mas e os que já eram casados? Bom… você espera 16 anos e decreta a invalidez dos casamentos sacerdotais existentes…

BINGO…

Bom… vou deixar claro que isso é apenas um exercício de imaginação.. pode não ter sido assim.. qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência (ou não)

Categorias:Religião

PILARES DA HUMANIDADE (Parte II)

4 de fevereiro de 2009 Deixe um comentário

Senhores,

Conforme prometido no ultimo post, vou aprofundar-me um pouco mais no tema “pilares do conhecimento”.

A parte I você poderá encontrar aqui (https://semkamamanas.wordpress.com/2009/02/02/pilares-da-humanidade-parte-i/)
Como dito no post anterior, esses são os pilares de qualquer civilização, e para entendermos a ascensão e queda das civilizações e indivíduos devemos entender profundamente cada um desses pilares.
Nosso tempo atual tem posto um “papel de parede” nesses pilares bem diferente de sua forma original, o que acaba fazendo com que esses percam suas identidades e sejam confundidos com tudo o que não são.
Para entendermos esses pilares devemos nos desligar desse papel de parede e olhar a face crua e nua de suas construções. Palavras como “mística e esoterismo” são vistas com freqüência quando falamos em pilares e bases da humanidade, e por tal, deveremos iniciar nossa caminhada re-conceituando tais palavras:

MÍSTICA:
Hoje vista como assuntos relacionados apenas ao ocultismo e a vida contemplativa.
Nada pode ser mais irreal que isso
Vi uma definição na internet que dizia que mística é o “estudo de coisas divinas ou espirituais; vida contemplativa” e cita como exemplo o fanatismo doutrinário
O Aurélio diz que mística é tudo ligado ao misticismo, que por sua vez, é a busca de comunhão com as divindades.
Nós, estudiosos de filosofia esotérica e sabedorias antigas, bem sabemos que mística pode ser isso também, mas não só.
Mística é todo ato feito com boa vontade e eficácia.
Vida contemplativa é mística.
Busca de comunhão com a divindade é mística.
Busca de comunhão com outros homens é mística.
Busca de comunhão consigo mesmo é mística.
Assim como ajudar uma pessoa a atravessar a rua, fazer um trabalho voluntário, ir para o trabalho todos os dias, estudar, namorar, ceder seu tempo a alguém, saber escutar, entre outras mil coisas, podem ser atos místicos.
A vida mística esta para além de estudar ocultismo. A vida mística é autenticidade e eficácia.

ESOTERISMO
:
Mais uma palavra que sofre um grande preconceito e banalizaçao nos dias atuais.
Bruxinhas, incensos, saias indianas, pirâmides e cristais são vistos hoje como produtos esotéricos e as pessoas que usam tais adereços como os grandes esotéricos da atualidade.
Fico me perguntando se as pessoas não observam as palavras…
Dessa vez dou um ponto ao dicionário na sua conceituação (coisa rara de acontecer).
Vi a definição como “caráter daquilo que é enigmático e impenetrável.”
É bem por ai.
Para simplificarmos, podemos olhar as diferenças de prefixo –EXO e –ESO. Sendo o primeiro relacionado a “fora” e o segundo a “dentro”.
Toda escola antiga tinha sua parte EXOtérica, que era ensinado a todos que tivessem interesse em ouvir. E tinha sua parte de ensinamentos ESOtéricos que era ensinados a discípulos escolhidos.
Vemos um exemplo claro na história de Jesus, onde falava ao povo e tinha seus (12 ???) discípulos.
O povo tinha acesso ao EXOtérico. Os discípulos ao ESOtérico.
Então, esotérico não é a vestimenta ou adereços. Esoterismo não é ler horóscopo na revista Capricho. Não é vestir uma camisa com a imagem de Shiva e acender um incenso. Não são as superstições e crendices.
Assino embaixo dessa definição:
Esotéricos: doutrina cujos princípios e conhecimentos não podem ou não devem ser vulgarizados, sendo comunicados a um pequeno número de discípulos;
caráter daquilo que é enigmático e impenetrável.”
Se eu for parar pra re-conceituar palavras isso daria um post gigantesco e eu não falaria sobre os pilares, então, vou parar por aqui. Já é o bastante para termos uma visão, ao menos superficial – mas ainda assim mais aprofundada que o de costume – de cada pilar.

PILAR RELIGIÃO:
Fundamenta-se na idéia de ligação íntima com a alma imortal, com a divindade e com os outros seres que se manifesta através da mística.
Na concepção draco-luciferiana*, Religião é Ágape (Amor), e representa-se como experiência direta da emoção superior consciente.
O papel de parede que cobre o pilar religião, além de embolorado, tem imagens de blasfêmia e deturpações em quase todo o mundo.
Hoje encontramos muitas pessoas que se dizem ateus por não acreditar nesse papel de parede que cobre o pilar. Papel de parede que eu mesmo não acredito, não aceito e, acima disso, desprezo.
Quando vamos contra esse pilar, normalmente não atacamos o pilar em si, mas o papel de parede que o reveste. Porem isso acaba por abalar a estrutura do pilar em si.
Atacamos tudo aquilo que está escrito e desenhado nesse papel de parede e é, exatamente, o que não acreditamos.
O que vemos hoje como religião é apenas um vestígio do tangível e idéias materialistas, igrejinhas caça-níqueis, sacerdotes corruptos e manipulação descarada. Mas isso NÃO É religião.
Na concepção latina, religião remete a “religio”, ou ainda “religare” do latim. Ambos significando RELIGAR.
A verdadeira religião é essa integração.
É religar:
1- O Homem a ele mesmo, integrando TODOS os aspectos da vida e os aspectos da personalidade com o EGO superior.
2- O Homem a outros Homens. (Fraternidade, comunhão, etc.)
3- O Homem a uma essência divina e universal. (tenha o nome e aparência que tiver)

PILAR CIÊNCIA:
Fundamenta-se no conhecimento intelectual e na utilização do mesmo em prol da evolução. É o estudo de causas e efeitos no tangível. É o conhecimento adquirido e prático, organizado e coordenado.
É o pilar responsável por passar o conhecimento de forma mais simples, clara e não simbólica (diferente da Arte e religião).
O pilar da Ciência também engloba a gnose (ou Gnosis – Conhecimento).

PILAR ARTE
Fundamenta-se no Bom, Belo e Justo, realizado através da mística.
São as manifestações de idéias intuitivas e vontade criadora expressadas no tangível.
Da Vince dizia que não criava, apenas realizava os desejos das obras. Dizia que quando esculpia a arte já estava pronta na natureza, ele apenas retirava os excessos.
Arte é expressão de idéias através da verdadeira vontade, impulsos intuitivos e ousadia, desprendido de qualquer limitação.
É expressar sentimentos e visões através de símbolos clássicos de sons, imagens, literatura, etc.
Só se considera verdadeira arte aquilo que se realiza sob a Vontade e manifesta o próprio ser.
Além de ditar boa parte da cultura, toda arte verdadeira é atemporal, por isso sua grande importância como pilar.


PILAR POLÍTICA
Fundamenta-se na arte de governar e guiar o povo a um estado melhor, em apoio à lei da evolução, unida a moral e às virtudes.
Assim como a religião, esse pilar está degradado e erodido pelas interpretações errôneas e ações contrarias a proposta clássica.
Na verdadeira política, o bem particular cede espaço ao bem coletivo.
A corrupção do ser político leva ao enfraquecimento do pilar política e, indubitavelmente ao fim de uma civilização.

FILOSOFIA
A união desses quatro pilares vão de encontro a um pilar central ou ao cume de uma pirâmide, a saber: Filosofia.
Filosofia é o amor à sabedoria e a busca por respostas às perguntas mais profundas do ser, livre de prisões intelectuais e exclusivamente teóricas.
A real Filosofia busca a verdadeira sabedoria baseada na vontade superior e na essência universal.
Filosofia é a busca pela VERDADE.
Entender e manter esses pilares é fundamental para a sobrevivência de qualquer ordem e a destruição de apenas um deles leva facilmente qualquer civilização à ruína.

Namastê

*Agradecimento profundo a Del Debbio, pelas concepções no contexto Draco-luciferiano.

 

PILARES DA HUMANIDADE (parte I)

2 de fevereiro de 2009 2 comentários

Boa tarde Senhores,

Há muito tempo eu venho enfrentando uma grande peleja com algumas pessoas por causa de Religião. Dizem por aí que política, futebol e religião não se discute, mas eu concordo apenas com um terço dessa afirmação. Certo que discutir futebol não é uma coisa muito elevada e não leva a lugar nenhum, mas quanto à política e religião isso se faz muito relativo. Quando estamos lidando com pessoas fanáticas e de visão limitada realmente não é algo muito sábio discutir esses dois assuntos, porém quando estamos a dialogar com pessoas pelo menos um pouco instruídas e sem apegos por visões limitadas, esse diálogo é algo nobre e enriquecedor.
A começar pelo fato de dialogar não ser apenas um bate boca “kamamanasico” e infrutífero. Dialogar é fazer encontro de Inteligências (Logos = inteligência => Diálogos, hãn hãn!! rs).
Os sábios de todos os tempos tinham esses dois assuntos como matéria bem específica em sua formação. Política e Religião são dois dos grandes pilares de qualquer civilização e, como tais, exercem seu papel de sustentação e manutenção da sociedade.
Se qualquer estrutura não tem pilares sólidos acabam por serem derrubados pelo mais breve dos ventos.
Minha grande discussão quanto á religião é exatamente pelo fato de ser um dos pilares mais decadentes da sociedade atual e ser encarado como algo maléfico ao que se dizem mais instruídos. Tenho visto um grande número de jovens que se auto-intitulam ateus por não acreditaram na imagem blasfemada e suja que fazem das diversas religiões e divindades e, o que mais me incomoda nesse aspecto é o fato desses jovens serem, em sua maioria, pessoas idealistas e de conhecimento acima da média. Jovens com potencial gigantesco que tomam certa implicância com as instituições usurpadoras e igrejas caça-níqueis e acham que isso é Religião. A principio, cerca de 95% (ou mais) das pessoas não tem a mínima idéia do que é a Religião de verdade e associam essa imagem suja ao pilar verdadeiro.
Dentro de um contexto filosófico, percebemos que a sociedade faz parte do indivíduo da mesma forma que o indivíduo faz parte da sociedade. É uma relação de troca, porém essa troca se faz cada vez mais desvalorizada. A sociedade está decadente, o individual está decadente e essa troca se faz de forma superficial e, ao meu ver, indigna. O homem não faz a mínima questão de ser o melhor que poderia ser e dá à sociedade a pior parte de si. A sociedade, manipuladora, dá ao homem sua ruína e ainda cobra por isso, não dando valor ao homem.
Vemos uma sociedade em ruínas e não paramos para olhar o porquê, quando na verdade é fácil perceber onde estão os erros e rachaduras desses pilares.
Mais quais são esses pilares?
Uma coisa que costumo fazer com freqüência é tentar aprender algo fazendo uma comparação entre as civilizações, sabedorias e culturas antigas em seus momentos mais brilhantes e iluminados e, se paramos pra buscar esses pilares sempre coincidimos nos mesmos pontos, a saber: Religião, Política, Arte e Ciência. E esses quatro pilares coincidem entre si em direção à Filosofia.
Todo indivíduo deve buscar englobar esses pilares a sua estrutura pessoal, internalizar e compreender os conhecimentos destes para que se tornem sabedoria verdadeira. Há de ser organizar e comparar os ensinamentos passa perceber sua essência, além dos rótulos e conceitos condicionados.

Os quatro pilares e o simbolismo das Pirâmides
Várias civilizações usavam a forma piramidal para expressar a busca pela sabedoria através desses quatro pilares, que também eram conhecidos como “vias do conhecimento”.
Analisando uma pirâmide de base quadrada, percebemos seus quatro lados coincidindo no seu ponto mais alto. Se olharmos pra cada um desses lados como uma via de conhecimento, temos a pirâmide como um símbolo perfeito de filosofia. O seu ponto mais alto, onde coincidem os lados, se encontra a Sabedoria. Um lado seria a Via Cientifica, outro a Via Artística, outro a Via Política e o outro a Via Religiosa.
Novamente fazendo um estudo comparativo, percebemos que os grandes sábios que se destacaram na história iniciavam sua busca pela sabedoria em uma dessas vias e fazia uma ascensão em espiral passando por todas as outras vias.
Como exemplo pode-se citar Jesus, que era um adepto da via religiosa, era também um grande político, de certa forma artista (carpintaria), e estudioso de ciências. Ou podemos citar Da Vince que iniciou sua trilha através da arte, era um homem profundamente religioso, um grande cientista e ainda exercia um belo papel político em sua sociedade.
Com Sócrates, Platão, Aristóteles, Buda, Krishna a história era a mesma. Iniciavam por uma via a tinham grande conhecimento das demais.
Nesse ponto percebemos, muito mais que coincidência, uma lei universal. Porém essas vias (pilares) devem estar livres de se tornarem ruínas. Destruir qualquer um desses pilares é destruir uma civilização inteira.
Brincando de comparar mais um pouco, vemos a natureza cíclica de todas as civilizações, onde se tem um belo momento de ascensão e logo após um período de queda e podemos identificar claramente onde cada uma delas começa a cair. Qual pilar é enfraquecido e derrubado.

Na Civilização Egípcia, por exemplo, vemos sua queda logo assim que a religião vira moeda de troca e jogo de interesses e sua política é abalada por invasões e traições.
A Grécia inicia seu momento de declínio com algumas invasões que abalam a Política.
Roma
começa a perceber seu fim com destruição de sua Arte.
Japão
começa a perder sua identidade quando o mau uso da Ciência começa a destruir seus valores filosóficos.
Outros exemplos nítidos são os Maias, Astecas, Incas, Hebreus, etc.
Sugiro que se alguém ainda tem dúvidas quanto a isso, pesquise alguns motivos de queda de alguma grande civilização e, se acharem algo diferente disso ficarei grato em receber essa informação.

No próximo texto, falarei um pouco mais aprofundadamente sobre cada pilar em particular. Até lá, sugiro que façam algumas pesquisas relacionadas.

Au revoir.

Categorias:.Mosaico, Pilares