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Psicologia

Senhores,

Escrevo hoje um texto um tanto quanto particular.
19 dias corridos do nono mês do ano da graça de 2009 (19/09/09), mais ou menos às 21:45 a minha professora de Linguagem, Pensamento e Fenomenologia, Denise Mello fez uma dinâmica na minha classe questionando os motivos de cada um alí cursar psicologia.
Graça aos deuses eu tinha reunião na escola ás 22:00, reunião de secretária as 22:30 e aulas de I AI DO após as reuniões (que por sinal, acabou às 2:15 do dia 20) e não tive tempo de responder ao questionamento dela.
Ás vezes me vejo em maus lençois ao ter que falar sobre esses assuntos diante da turma, pois sei que a grande maioria não entenderia a décima parte do quero dizer, por tal, devo encontrar uma forma mais simples de me expressar, o que acaba por deixar o ato superficial.
Tive algumas divergências conceituais com a professora Denise Mello no semestre passado, mas sem dúvida é um dos melhores professores que já tive. E essas divergências só me ensinaram a crescer, respeitar opiniões diferentes ou reafirmar o meu próprio saber.
Os leitores do Blog e outras pessoas que convivem com o lado mais filosófico do Gustavo, percebem facilmente que busco formas essenciais de explicar e ver as coisas no mundo circundante, e por essa razão, alguns conceitos aceitos e aplicados pela ciência não se aplicam diretamente ao “meu mundo”.
Voltando a pergunta “POR QUE FAÇO PSICOLOGIA?” resolvi parar e definir uma forma mais profunda da minha escolha.
Muitas pessoas falaram em “VOCAÇÃO”, mas em nenhuma delas eu consegui ver a palavra “vocação” bem definida. Não deveria se tratar do que “minha personalidade quer” e sim do que “EU quero”. E esse é o grande problema.

Inicialmente pensei em definir Psicologia.
Estudo da Psique? Ok. Ok.
E o que é Psique?
Defini Psique em um dos textos anteriores, mas vamos nós novamente.
Psique corresponde ao segundo mundo da constituição ternária, chamado de Mundo Psiquico. Seu correspondente na constituição septenária é o Astral/Emocional e o Kama Manas. Assim sendo, numa visão clássica e atemporal, Psicologia poderia ser definida como estudo das emoções e sentimentos no Astral e pansamentos e definições mentais kamamanásicas.
Há quem diga que psicologia seria uma fragmentação do autoconhecimento, mas prefiro encarar como ums especialização.
Mas, pra ser honesto, temo os profissionais de Psicologia que teremos no futuro.
Denise falou que parte dos nossos problemas vem do RITMO ACELERADO e do excesso de convivência com máquinas que acaba por nos DISTANCIAR DA CONVIVÊNCIA COM OUTRAS PESSOAS.
Defini o problema como RITMO AUSENTE e FALTA DE CONVIVÊNCIA COM NÓS MESMOS.
E por isso temo os profissionais do futuro.
Estamos cercados por pessoas que querem entender os outros antes de se entender. Estamos cercados de pessoas que pensam uma coisa com o Kama Manas, sentem outra com o Astral (divergência psiqica) e plasmam outra completamente diferente com o etéreo-físico.
E essas pessoas serão responsáveis por “ajudar” outras. Por “tratar” outras.
Acredito que a responsabilidade de um psicólogo seja muito maior do que a de um médico, por exemplo.
Um médico se erra um medicamento ou diagnóstico, pode matar o paciente.
Um mecânico de deixa escapar um detalhe, pode causar um acidente e matar 2, 3, 200 pessoas, mas um psicólogo, se erra, pode destuir a vida do seu paciente, dos que o cercam e de muitas outras que simplesmente passam por ele.
Isso é realmente preocupante.
Então acredito que todos deveriam definir bem o real motivo de estarem na área. Por isso resolvi repensar meus motivos.

Num livro que começei a escrever, chamado “Dopellgänger”, um dos personagem escreve seus motivos para cursar psicologia e muitos deles batem com os meus.
Dizemos:
Sempre gostei da idéia de surfar a psique humana. Adentrar a glândula pineal e obter a chave de interpretação para qualquer forma mental. Entender os sentidos e a falta dos mesmos
Escolhi fazer psicologia para entender meus próprios porquês.
Entender o grande arquivo-mente, condicionamentos, psicoses, perturbações, sensações e lembranças que conduzem a pensamentos. Que, por sua vez, conduzem a sentimentos, que conduzem a ações. E essas ações produzem resultados.
E tudo na vida são resultados. Resultados são apenas reflexos de nossas mentes. Psicologia para entender reflexos.
Psicologia para entender um conceito simplório.
Entender um organismo humano de auto condução. De aprender. De pensar.
Estudar uma estrutura bioeletrônica altamente complexa só para entender como tudo funciona no mundo ao meu redor.
Psicologia para ver a mente como substância totalmente distinta do ser.
Psicologia para criar uma visão divina da mente.
Mente imortal. Mente atemporal. Mente infinita. Mente composta de informações de auto-aplicação.
Mente como um auto manual que se molda ao passo que evolui. Um aparelhamento sistemático de autocapacitação. Um arranjo que habilita o existente-lógico a dirigir-se no tempo e no espaço da forma em que bem entender.
Consciência. Inconsciência. Razão. Memória. Inteligência. Emoção.
Mente.
Mente.
Acho que é esse meu motivo.

O mais interessante na Psicologia é o fato de conceituar tecnicamente algumas idéias que devemos aplicar em essência.
Psicologia seria a filha mais bela da Filosofia. A filha herdeira do conhecimento psiquico.

Acredito que deveriamos usar a psicologia como um uniforme de moral, justiça e generosidade.
Usar a Psicologia como um ideal político, onde se equilibra Rajas e Tamas (ou Yin e Yang), na busca de guiar os outros a lugares melhores em si mesmos.
E como um ideal filosófico onde nos colocamos em Shatva, Tao ou Dharma, na esperança de levarmos mais precisão a outras pessoas.
Onde levaremos Concisão, ensinando a empregar a energia necessária a cada coisa, de forma justa, charmosa e elegante.
Onde levaremos Formalidade, ensinando a encontrar elementos vitais em TODOS os atos.
Clareza, ensinando a por luz em tudo que se faz. Evitando autojustificativas, falsidades, mentiras, etc.
Ensinando que erros acontecem, mas que cada um pode aprender a se dominar, de forma a aprender com os erros e transformar cada correção como um passo a mais rumo à perfeição.

Essa é a responsabilidade da Psicologia.
Essa é nossa responsabilidade.
Essa é nossa NOBRE escolha.

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Categorias:.Mosaico
  1. Paola Mérida
    20 de agosto de 2009 às 3:19 PM

    Gustavo,
    adorei o que escreveu ! e realmente acredito que todos tem um ou até mesmo vários motivos para estar alí … em alguns, ainda falta maturidade para entender o verdadeiro porque e em outros, existe uma certeza absoluta!
    Minha maior certeza só veio mesmo após o alívio de concluir que à Psicologia, foi a escolha mais sábia que já fiz na vida!
    com certeza ” surfar na psique humana ” é a maior onda que alguém pode pegar!
    hahahaha

    Beijocas!

  2. Profª Denise Mello
    20 de agosto de 2009 às 8:39 PM

    Olá Gustavo,
    Gostei muito de sua iniciativa de comentar nossa aula de ontem aqui no seu blog.
    Que bom que nossas aulas tem despertado questionamentos em você. É este meu objetivo, não quero transmitir conhecimentos prontos e sim quero que eles sejam construídos e isso passa necessariamente pelo questionamento, pois quando levantamos questões é sinal que estamos refletindo sobre o que chega até nós.
    Que pena que você precisou sair! Se tivesse ficado até o final teria ouvido o depoimento de alguém que falou justamente que está ali para se conhecer melhor.
    As opiniões e os motivos de cada um devem ser respeitados. O curso de psicologia tem um diferencial: tratamos de pessoas e para isso precisamos nos preparar não apenas tecnicamente, mas também como pessoas. O curso nos leva para isso inevitavelmente, um olhar para dentro de nós mesmos. Tanto é assim que é não apenas recomendado, como no mínimo desejável que os alunos de psicologia passem pelo seu próprio processo psicoterapêutico. Por isso, é preciso ter clareza de que somente cursar psicologia não será suficiente para tratar de questões pessoais, subjetivas. Mas, cada um chega a este ponto no seu próprio tempo: alguns entram no curso já com esta visão, outros levam algum tempo para isso e este momento de cada um deve ser respeitado.
    Penso que as pessoas geralmente falam que fazem ou querem fazer psicologia para ajudar outras pessoas porque vêm atrás de uma profissão cujo objetivo maior é realmente este. Somente num segundo momento elas se dão por conta da implicação de si mesmas nesse processo.
    De fato, a psicologia é uma ciência e uma profissão e como tal demanda um fazer técnico e ético, jamais moral pois não nos cabe julgar, condenar, absolver… nosso trabalho deve acolher demandas subjetivas pela escuta e possibilitar que a pessoa que atendemos olhe para dentro de si mesmas e encontre suas respostas.
    É isso, já escrevi demais…
    Gostei muito desta oportunidade e espero que possamos continuar refletindo sobre o que é a psicologia, o que é ser psicólogo, por que nos aproximamos desta ciência e por que desejamos esta profissão.
    Um abraço, Aguardo vc nas aulas, com os questionamentos não apenas aqui no espaço do blog, mas também lá.
    Profª Denise Mello

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