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Filósofos ou simples intelectuais?

 Senhores,

O texto dessa semana pode ser um pouco chato para os menos familiarizados com estudos filosóficos e com essa pseudo-filosofia contemporânea ou a maldita filosofia acadêmica. Particularmente, gosto dessa visão “kamamanasica” e estou curtindo as aulas do professor Gustavo (nome legal do cara, né?) e gostando do fato de estar tendo que por em prática tudo que aprendi sobre esvaziar meu copo de conhecimentos para deixar espaço para um pouco mais de água vinda de outras fontes. Por outro lado fico observando como a forma intelectualizada de ver a filosofia tira a vida e praticidade desta.

Não estou aqui para ser simpático e fazer a corte para o pensamento que gera o grande preconceito com nossa filosofia de verdade, então segue a minha crítica revoltada: Deveria estar escrevendo hoje sobre as formas de governo e um julgamento particular sobre o B. Obama, porém outro assunto tem tomado conta dos meus pensamentos nos últimos dias. Iniciei aulas de “pressupostos filosóficos” na faculdade e não consigo olhar para a matéria como filosofia de verdade, preferindo chamar de pressupostos intelectuais. 

Como podem chamar um louco como o Wittgeistein de filósofo?

 Vem sempre a minha mente aquela velha história das quatro vias do conhecimento que se encontram na filosofia pura e, a partir desse ponto, eu fico tentando achar uma razão para estudarmos esses pseudo-filósofos contemporâneos.

Começamos em Fenomenologia e a intencionalidade da consciência humana. Seguimos tentando descrever, entender e interpretar os “fenomenos” diante à percepçao. Daí chegam caras como o Husserrl e Heidegger e começam a separar o “sujeito” do “objeto” e começam a olhar para a “realidade” (matrix, maya) em primeira pessoa.  Beleza, admito que o Sartre passa um pouco mais próximo da visão universal, mas ainda assim suas idéias estão poluidas demais pela fenomenologia. Pegamos as idéias como uma volta as coisas mesmas e ferramos com a idéia original de “fenomenos”. Minha crítica maior aos filósofos fenomenologistas é o fato destruirem o significado inicial de fenômeno, transformando-o em um rótulo falsificado.

No segundo degrau esbarramos na Hermenêutica que fala na questao de interpretação, esclarecimento e tradução de termos. Esse ramo da filosofia trata-se de compreenção dos termos e um uso prático para a filosofia. A idéia inicial da hermenêutica é a que mais se aproxima da idéia clássica da Filosofia porém a aplicação prática se distancia um pouco da realidade teórica. Não fosse isso, tiraria meu chapéu para o ramo.

Seguimos por Teoria Crítica com Adorno, Hebermas, Marause e Hokheimer. Filosofia Analítica com Russell, Carnap e Wittgeisntein. Nesse último faremos nossa primeira escala. Como estória e história sociológica esses intelectuais conseguem meu respeito, mas juro que não vou conseguir olhar pra eles como filósofos. Não é questão de preconceito, mas apenas não consigo conceber a idéia de uma filosofia não prática. Pensar de uma forma, agir de outra e falar/escrever outra completamente diferente não é algo de se admirar.

No momento atual seguimos duas classes de filosofias:
1- Corresponde a filosofia acadêmica e as idéias de filosofias que trabalham com o “arquivo-morto” da ciência. Pesquisam e colecionam conhecimentos e teorias sociais e argumentos de vários filósofos antigos e contemporâneos. Aos estudiosos e teóricos destas linhas eu não chamo filósofos, mas sim intelectuais. Não no sentido pejorativo ou minimalista, mas por fugir da idéia de “amor à Sabedoria”, se apegando mais a desejos e apegos às idéias menos inerentes ao verdadeiro sentido da filosofia. Essa se divide em milhares de linhas que acabam por fragmentar cada vez mais a Sabedoria ou Vontade.

2- A Filosofia à maneira Clássica, que busca resgatar os valores do homem e trabalhar a filosofia de maneira 100% prática, onde busque a posse de conhecimentos amplos e válidos a aplicação na vida. Essa segunda classe busca inicialmente desvelar o conhecimento, dando sentido a existência e uma postura de questionamento e investigação ao seu praticante, o qual pode chamar-se filósofo.

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