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PILARES DA HUMANIDADE (Parte II)

Senhores,

Conforme prometido no ultimo post, vou aprofundar-me um pouco mais no tema “pilares do conhecimento”.

A parte I você poderá encontrar aqui (https://semkamamanas.wordpress.com/2009/02/02/pilares-da-humanidade-parte-i/)
Como dito no post anterior, esses são os pilares de qualquer civilização, e para entendermos a ascensão e queda das civilizações e indivíduos devemos entender profundamente cada um desses pilares.
Nosso tempo atual tem posto um “papel de parede” nesses pilares bem diferente de sua forma original, o que acaba fazendo com que esses percam suas identidades e sejam confundidos com tudo o que não são.
Para entendermos esses pilares devemos nos desligar desse papel de parede e olhar a face crua e nua de suas construções. Palavras como “mística e esoterismo” são vistas com freqüência quando falamos em pilares e bases da humanidade, e por tal, deveremos iniciar nossa caminhada re-conceituando tais palavras:

MÍSTICA:
Hoje vista como assuntos relacionados apenas ao ocultismo e a vida contemplativa.
Nada pode ser mais irreal que isso
Vi uma definição na internet que dizia que mística é o “estudo de coisas divinas ou espirituais; vida contemplativa” e cita como exemplo o fanatismo doutrinário
O Aurélio diz que mística é tudo ligado ao misticismo, que por sua vez, é a busca de comunhão com as divindades.
Nós, estudiosos de filosofia esotérica e sabedorias antigas, bem sabemos que mística pode ser isso também, mas não só.
Mística é todo ato feito com boa vontade e eficácia.
Vida contemplativa é mística.
Busca de comunhão com a divindade é mística.
Busca de comunhão com outros homens é mística.
Busca de comunhão consigo mesmo é mística.
Assim como ajudar uma pessoa a atravessar a rua, fazer um trabalho voluntário, ir para o trabalho todos os dias, estudar, namorar, ceder seu tempo a alguém, saber escutar, entre outras mil coisas, podem ser atos místicos.
A vida mística esta para além de estudar ocultismo. A vida mística é autenticidade e eficácia.

ESOTERISMO
:
Mais uma palavra que sofre um grande preconceito e banalizaçao nos dias atuais.
Bruxinhas, incensos, saias indianas, pirâmides e cristais são vistos hoje como produtos esotéricos e as pessoas que usam tais adereços como os grandes esotéricos da atualidade.
Fico me perguntando se as pessoas não observam as palavras…
Dessa vez dou um ponto ao dicionário na sua conceituação (coisa rara de acontecer).
Vi a definição como “caráter daquilo que é enigmático e impenetrável.”
É bem por ai.
Para simplificarmos, podemos olhar as diferenças de prefixo –EXO e –ESO. Sendo o primeiro relacionado a “fora” e o segundo a “dentro”.
Toda escola antiga tinha sua parte EXOtérica, que era ensinado a todos que tivessem interesse em ouvir. E tinha sua parte de ensinamentos ESOtéricos que era ensinados a discípulos escolhidos.
Vemos um exemplo claro na história de Jesus, onde falava ao povo e tinha seus (12 ???) discípulos.
O povo tinha acesso ao EXOtérico. Os discípulos ao ESOtérico.
Então, esotérico não é a vestimenta ou adereços. Esoterismo não é ler horóscopo na revista Capricho. Não é vestir uma camisa com a imagem de Shiva e acender um incenso. Não são as superstições e crendices.
Assino embaixo dessa definição:
Esotéricos: doutrina cujos princípios e conhecimentos não podem ou não devem ser vulgarizados, sendo comunicados a um pequeno número de discípulos;
caráter daquilo que é enigmático e impenetrável.”
Se eu for parar pra re-conceituar palavras isso daria um post gigantesco e eu não falaria sobre os pilares, então, vou parar por aqui. Já é o bastante para termos uma visão, ao menos superficial – mas ainda assim mais aprofundada que o de costume – de cada pilar.

PILAR RELIGIÃO:
Fundamenta-se na idéia de ligação íntima com a alma imortal, com a divindade e com os outros seres que se manifesta através da mística.
Na concepção draco-luciferiana*, Religião é Ágape (Amor), e representa-se como experiência direta da emoção superior consciente.
O papel de parede que cobre o pilar religião, além de embolorado, tem imagens de blasfêmia e deturpações em quase todo o mundo.
Hoje encontramos muitas pessoas que se dizem ateus por não acreditar nesse papel de parede que cobre o pilar. Papel de parede que eu mesmo não acredito, não aceito e, acima disso, desprezo.
Quando vamos contra esse pilar, normalmente não atacamos o pilar em si, mas o papel de parede que o reveste. Porem isso acaba por abalar a estrutura do pilar em si.
Atacamos tudo aquilo que está escrito e desenhado nesse papel de parede e é, exatamente, o que não acreditamos.
O que vemos hoje como religião é apenas um vestígio do tangível e idéias materialistas, igrejinhas caça-níqueis, sacerdotes corruptos e manipulação descarada. Mas isso NÃO É religião.
Na concepção latina, religião remete a “religio”, ou ainda “religare” do latim. Ambos significando RELIGAR.
A verdadeira religião é essa integração.
É religar:
1- O Homem a ele mesmo, integrando TODOS os aspectos da vida e os aspectos da personalidade com o EGO superior.
2- O Homem a outros Homens. (Fraternidade, comunhão, etc.)
3- O Homem a uma essência divina e universal. (tenha o nome e aparência que tiver)

PILAR CIÊNCIA:
Fundamenta-se no conhecimento intelectual e na utilização do mesmo em prol da evolução. É o estudo de causas e efeitos no tangível. É o conhecimento adquirido e prático, organizado e coordenado.
É o pilar responsável por passar o conhecimento de forma mais simples, clara e não simbólica (diferente da Arte e religião).
O pilar da Ciência também engloba a gnose (ou Gnosis – Conhecimento).

PILAR ARTE
Fundamenta-se no Bom, Belo e Justo, realizado através da mística.
São as manifestações de idéias intuitivas e vontade criadora expressadas no tangível.
Da Vince dizia que não criava, apenas realizava os desejos das obras. Dizia que quando esculpia a arte já estava pronta na natureza, ele apenas retirava os excessos.
Arte é expressão de idéias através da verdadeira vontade, impulsos intuitivos e ousadia, desprendido de qualquer limitação.
É expressar sentimentos e visões através de símbolos clássicos de sons, imagens, literatura, etc.
Só se considera verdadeira arte aquilo que se realiza sob a Vontade e manifesta o próprio ser.
Além de ditar boa parte da cultura, toda arte verdadeira é atemporal, por isso sua grande importância como pilar.


PILAR POLÍTICA
Fundamenta-se na arte de governar e guiar o povo a um estado melhor, em apoio à lei da evolução, unida a moral e às virtudes.
Assim como a religião, esse pilar está degradado e erodido pelas interpretações errôneas e ações contrarias a proposta clássica.
Na verdadeira política, o bem particular cede espaço ao bem coletivo.
A corrupção do ser político leva ao enfraquecimento do pilar política e, indubitavelmente ao fim de uma civilização.

FILOSOFIA
A união desses quatro pilares vão de encontro a um pilar central ou ao cume de uma pirâmide, a saber: Filosofia.
Filosofia é o amor à sabedoria e a busca por respostas às perguntas mais profundas do ser, livre de prisões intelectuais e exclusivamente teóricas.
A real Filosofia busca a verdadeira sabedoria baseada na vontade superior e na essência universal.
Filosofia é a busca pela VERDADE.
Entender e manter esses pilares é fundamental para a sobrevivência de qualquer ordem e a destruição de apenas um deles leva facilmente qualquer civilização à ruína.

Namastê

*Agradecimento profundo a Del Debbio, pelas concepções no contexto Draco-luciferiano.

 

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