Consciência

...

Bom tarde senhores,

Recentemente participei de uma discussão em uma comunidade a respeito do que é a consciência e o que a cria. Achei interessante a questão que levantaram se “o cérebro cria a consciência ou o contrario” e resolvi escrever um pouco sobre o assunto.

Primeiramente deveremos definir consciência. Embora isso se torne difícil por haver inúmeras definições e inúmeros rótulos de consciência para as mais diversas coisas e pensamentos, vamos tentar.

Em Psicologia, tem sido definida como atividades psíquicas vividas no momento presente. (O que abre outra discussão a cerca do que é o presente, tempo, etc.). Porém, independente da interpretação do termo, o “aqui e agora” não passa de um ponto numa reta infinita, que tem muito mais de passado e futuro do que de presente.

A consciência pode ser encarada, então, como a capacidade de transladar essa reta, ponto por ponto, ignorando barreiras de tempo e espaço, vivendo tudo como um eterno “aqui e agora”. Ou ainda, como uma memória ou uma programação de conhecimentos para identificar o que se passou e o que virá.

Para nos aproximarmos ainda mais do que é consciência verdadeiramente podemos remeter a conceitos antigos e livres de interpretações parciais, onde estrita laços de parentesco entre consciência e concentração.

Estranho isso? centro
Eu explico:
Concentração é uma reunião em torno de um centro.
Imagine um circulo com um ponto central. Fixe a mente nesse ponto. Agora tente perceber eternamente o ponto sem perder o circulo de me visão. Isso é concentração. Isso é estar no centro. Centralização.
E a consciência?
Simples. Agora seja o ponto. Perceba o ciírculo em volta de você mesmo. Transforme esse círculo em esfera e seja o eixo central.
Perceba todos os fatores da vida psíquica que giram à sua volta.

Esse eixo ou ponto central é o Ego. É o seu verdadeiro eu e tudo que gira à volta é a sua personalidade e acontecimentos do mundo.
Assim consciência é a possessão de si mesmo. É o governo a partir do eixo central.
A partir daí se ramifica dois pontos de consciência. Um com relação a você mesmo e outro com relação ao mundo. Mas são duas faces de uma mesma moeda e não pode haver um sem que haja o outro. Isso, psicologicamente falando, seria “foco de consciência”, mas se isso é o foco, o que seria a consciência em si?

A consciência e o foco de consciência são a mesma coisa em graus diferentes. O foco é o ponto ou eixo central e sua visão do restante da esfera e a consciência pura é a sensação do toque nos limites dessa esfera.
É o saber mais que o ver cada milímetro dessa esfera.
O foco de consciência é um ator iluminado pelas luzes do cenário teatral. A Consciência é isso somado ao que está atrás das cortinas, às próprias cortinas e aos espectadores, sendo o que esta atrás das cortinas são o inconsciente e o subconsciente.

Freud colabora com nossa definição quando diferencia entre subconsciente e inconsciente, colocando o primeiro como tudo que está relacionado imediatamente à consciência, podendo ser usado a qualquer momento de maneira natural e harmônica. Já a inconsciência é retratada como resíduos de experiências mais profundas e encobertas por capas que não são facilmente assimiladas pela consciência.
Consciência então é o “conhecer a si mesmo” e, dentro do possível, conhecer e integrar-se a tudo que o cerca.
A consciência é como um elevador que usa cada veículo constituinte do homem como um andar. Ora estando num “eu animal” (formado pelo mundo somático e parte inferior do psíquico), ora estando num “eu humano” (formado pelo psíquico e parte ainda mais elevada).
Consciência é a não entrega a impulsos que atrapalham esse “visão” do eu humano. É a não entrega a robotização ou automatização. É a não entrega às emoções excessivas e baixas. É a não entrega a pensamentos egoístas. Consciência é o desenvolvimento da vontade e o controle de si mesmo.

Então surge a questão: “o cérebro cria a consciência ou o contrario”?
Podemos dizer que cada veículo tem sua própria consciência.
O cérebro não cria a consciência. Apenas reflete a percepção da personalidade, ou seja, dos quatro veículos inferiores.
Como uma máquina mais densa, ele serve como ponto de junção – ou comunicação – entre todos os veículos.
Apenas recebe os estímulos e interpreta conforme suas lembranças, processando tais informações conforme seu entendimento de realidade.
O Cérebro é apenas uma maquina pré-programada, enquanto a consciência é o programa principal e o programador.Fazendo uma relação análoga: um computador cria programas ou o contrario?
Cérebro é o processador e as memórias. Armazena, analisa, processa, e executa.
Os programas existem independente de estarem instalados ou não. Quando um programa está instalado, o computador aprende a interpretar sua linguagem e trabalhar com ele, ou seja, o computador toma “consciência” de tal programa.
Podemos dizer que o cérebro não cria a consciência, mas pode criar a nossa ilusão de realidade, como em Matrix nos cinemas, Isis no Egito ou Maya entre os hindus.

Estabelecendo nossa missão em: Sair da Matrix, desvelar Isis ou ver além de Maya.

Boa sorte a todos.
A luta é grande e, contrario do que se diz. Não. Ignorância não e uma benção.

Au revoir

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  1. 20 de janeiro de 2009 às 9:16 PM

    fico feliz que tenha cada vez mais blogs como o seu, vi que está começando.
    se não se importar vamos trocar links de nossos blogs para melhor divulgação.

    e valeu por levar o topico que fiz na comunidade até seu blog.
    http://www.destruidordedogmas.wordpress.com

    abrass

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