Debates

7 07UTC maio 07UTC 2011 3 comentários

Boa tarde, senhores!

Gostaria de começar esse post fazendo uma pergunta: O que é mais importante, fazer prevalecer a sua opinião ou chegar a uma conclusão correta?

Tenho observado largamente discussões e pseudo-debates em chats e comunidades onde as pessoas tentam impor suas opiniões de forma a não darem a menor importância com o certo ou errado.
Isso me lembra Schopenhauer em “A Arte da Controvérsia”, onde ele inicia dizendo que “A arte de discutir, e discutir de forma a vencer um debate, quer se esteja certo ou errado, por meios lícitos ou ilícitos. Um homem pode estar objetivamente certo, e ainda assim aos olhos de espectadores, e por vezes a seu próprio ver, parecer estar errado”.
A maioria dos debates hoje segue esse preceito. Vejo pessoas que sabem o que estão falando parecerem errados perto de argumentos infundados e de jogos de palavras utilizados por “pseudos” a fim de se apresentar como ser pensante e entendedor do assunto. O que na grande maioria das vezes (para não dizer em todas) acabam estragando o debate ou a discussão apenas por não dominarem um assunto.

Nossa sociedade tem o péssimo habito de criar falsos argumentadores de berço. Hoje o importante passou a ser “parecer que sabe”. E como a maioria da população vivem nesse meio, cresce cada vez mais os que parecem…
Podemos dividir o mundo em artistas da eloqüência, retórica, argumentação e dialética e os simples blefadores, que são a maioria. Como vivemos em um mundo onde a “voz do povo é a voz de Deus”, estamos fadados à morte do sentido… O ideal é que as escolas ensinassem oratória, diálogos e debates regrados nos primeiros anos de formação, mas hoje isso não existe nem nos primeiros anos, e nem em toda a vida acadêmica, porem há que se perceber necessário o uso de pelo menos um pouco de bom senso dos que buscam sabedoria ou pelo menos argumentos válidos para uma boa conversa…

Deixo aqui 5 conselhos básicos para uma boa conversa:

1- Primeiramente devemos decidir se vai ser um debate regrado (onde tem um moderador para iniciar o debate, introduzir o tema, dar a palavra aos intervenientes, pedir eclarecimentos, controlar o tempo e fazer uma síntese das conclusões) ou se será apenas uma conversa amistosa sobre determinado assunto. De qualquer forma é muito importante que haja uma introdução ao tema e um ponto onde se deseja chegar.

2- Particularmente, gosto muito de maiêutica (fazer nascer idéias). Entrar em uma conversa com o intuito de aprender ou aprimorar os conhecimentos sempre possibilitam uma conversa gostosa e cortes.

3- Evite exagerar e levar as opiniões dos outros aos limites naturais, de forma a generalizá-la. Quanto mais objetiva for uma declaração, menos o espaço para objeções.

4- Evite linguagem difícil. Uma boa conversa deve ser simples! Falar difícil não é ser inteligente.

5- Pode parecer meio grosseiro, mas “Nunca discuta com um idiota, ele te rebaixa ao nível dele e te vence pela experiência” ou de uma forma mais gentil “Nunca tente ensinar um porco cantar. Desperdiça seu tempo e irrita o porco”

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O Fracasso da Sociedade

6 06UTC outubro 06UTC 2010 Deixe um comentário

Eleições 2010. Isso já resumiria o que é o fracasso de uma sociedade.
Porém minha indignação não me permite escrever sobre o tema…
Não quero ser negativista ou pessimista ao escrever aqui, mas fico observando pra onde as coisas estão caminhando e analisando o quanto tedem a piorar antes que algo realmente bom aconteça.
Por sorte temos uma natureza cíclica. E, como sempre, depois de toda tempestade vem bonança, porém mal se iniciou a tempestade social brasileira.
Hoje tivemos grandes reis perdendo o trono na eleição. Hoje temos um número gigantesco de jovens idealistas e dispostos à mudança, temos entidades e associações não governamentais realmente preocupadas com o sucesso da Nação, temos um bom numero de pessoas bem esclarecidas. Enfim, temos vontade. Mas de que vale toda boa vontade do mundo se não temos uma ação bem direcionada?
De que vale todo o amor de uma mãe se, ao ver seu filho com fome, ela não se levanta e o dá de comer? Ou de que vale todo conhecimento de um médico se, quando um paciente precisa, ele não está lá para ajudar?
O amor da mãe não mata a fome do filho, assim como o conhecimento do médico não cura o paciente se não houver uma ação que reflita esse amor e conhecimento. E essa ação há que ser bem canalizada, pois se não for não adiantará de nada, ou em muitos casos apenas agravaria a situação.

Jovens idealistas dispostos à mudança, sem uma canalização, se convertem em ateus, extremistas, fanáticos, guerrilheiros ou simplesmente perdem seu idealismo com o passar dos anos. De qualquer forma, se tornam a maior ameaça a tudo que é bom, simplesmente por não terem o direcionamento correto quando precisavam e tinham energia para isso.

Entidades e associações não governamentais realmente preocupadas com o sucesso da Nação se perdem ou acabam em papeis e burocracias, se vendem ou acabam formando o “núcleo de defesa das baleias rosas com pintinha amarela na orelha esquerda”, com a esperança de fazerem algo útil.

E as pessoas bem esclarecidas acabam sendo manipuladas por algum sistema pseudo-diferente. Acabam escolhendo um lado na política atual e sem sentido ou são coagidas socialmente a aplicarem suas idéias geniais em uma empresa que lhe toma toda a vida de assalto.

E assim voltamos à estaca zero.

O que devemos fazer com isso?

Onde seria o “ponto X” de mudança?
Ainda acredito que olhar pra trás pode trazer respostas…
Não pra 20 ou 30 anos, talvez nem mesmo pra 200 ou 300, mas sim pra épocas que estiveram realmente no auge desses ciclos civilizatórios.
Temos bons exemplos com a Grécia e Roma nas suas épocas auge, com a mítica Atlântida, o Antigo Egito. Mas temos a péssima mania de menosprezar o passado, sem perceber que também seremos passado em pouco tempo, e essas civilizações serão muito mais lembradas que a nossa fétida e corrupta sociedade.
Bom… se nada funciona, por que não tentar uma nova teoria?

Essas civilizações tinham a receita do sucesso civilizatório, na qual, 4 ingredientes principais eram Prudência (Sabedoria), Valor (coragem), temperança (equilíbrio) e Justiça.
Creio que esses ingredientes faltam hoje em dia… então, vou voltar aos meus estudos. E você? O que vai fazer? Melhor reclamar do Tiririca ou buscar uma resposta?

Enquanto pensa, deixo ai duas idéias que peguei agora da net:

1- Estamos vivendo uma era que faz-nos lembrar algumas escrituras indianas sobre a “KALI YUGA” (Idade das travas que estamos entrando):

“Matam-se os fetos e os heróis. Os serviçais querem assumir papéis intelectuais, os intelectuais, o dos serviçais. Os ladrões tornam-se reis e os reis, ladrões. As mulheres virtuosas são raras. A promiscuidade propaga-se. A estabilidade e o equilíbrio das castas e das idades da vida desaparecem. A terra não produz quase nada em certos lugares e muito em outros. Os poderosos apropriam-se do bem público e deixam de proteger o povo … Pessoas sem moralidade pregam a virtude a outrem… Associações criminosas se formam nas cidades e nos países…Ninguém viverá mais a duração normal da vida, que é de cem anos. Os ritos perecerão nas mãos de homens sem virtudes. Pessoas praticando ritos transviados espalhar-se-ão por toda parte. Pessoas não qualificadas estudarão os textos sagrados e tornar-se-ão supostos peritos. Os homens matar-se-ão uns aos outros e matarão também as crianças, as mulheres e as vacas. Os sábios serão condenados à morte…Os homens concentrarão os seus interesses na aquisição, mesmo que seja desonesta, da riqueza…A riqueza substituirá vantajosamente a nobreza de origem, a virtude, o mérito”.

2-

Namastê!

As Mulheres de Esparta

12 12UTC fevereiro 12UTC 2010 3 comentários

Independente do que eu fale aqui não conseguirei um bom texto de Honra às Mulheres de Esparta…

Aqui fica um texto de Honra à Todas as mulheres guerreiras… todas as mulheres que batalham dia a dia sempre com um sorriso no rosto.
Esse texto não é para as que abaixam a cabeça. Não é para as que se deixam vencer ou reclamam da vida…

Esse texto é para as Mulheres que sabem que em tempos duros somente os fortes marcham…

Diálogo entre Leônidas (Rei de Esparta) e Paraleia (Mãe de Alexandros e esposa de Olympieus – ambos convocados para se juntarem aos Trezentos que foram para as Termópilas – para resistir e morrer pelo país).
“A senhora me odeia? – perguntou Leônidas. – Se eu fosse a senhora, odiaria. As minhas mãos estariam tremendo de uma fúria difícil de controlar. — Venha, filha, sente-se do meu lado.
A cidade especula e imagina – falou Leônidas – por que escolhi esses homens para os Trezentos. Teria sido por suas proezas como soldados? Talvez, a cidade supõe, eu tenha adivinhado alguma alquimia sutil nesse grupo único. Talvez eu tenha sido subornado ou esteja pagando favores. Nunca direi à cidade por que designei esses Trezentos. Nunca contarei aos Trezentos. Mas contarei a você, agora.
Escolhi-os não por seu valor pessoal, mas pelo valor de suas mulheres.
A Grécia está atravessando o seu momento mais perigoso – continuou Leônidas. — Caso se salve, não será nos Portões – lá, nos aguarda somente a morte, a nossa e a dos nossos aliados – mas depois, nas batalhas que se seguirão, por terra e por mar. Então, a Grécia, se assim for a vontade dos deuses, se preservará.
Quando a batalha terminar, quando os Trezentos estiverem mortos, toda a Grécia se voltará para os espartanos, verá como resistiram.
Mas para quem, senhora, os espartanos se voltarão? Para vocês. Para as esposas, mães, irmãs e filhas dos mortos.
Se eles contemplarem seus corações dilacerados, partidos de dor, os deles também se partirão. E a Grécia com eles. Mas se vocês resistirem, não somente os olhos secos, à aflição da perda, mas desacatando a agonia e a abraçando como uma honra (o que ela é na verdade), então Esparta resistirá. E toda a Hélade a seguirá.
Por que a escolhi para sofrer a mais terrível das provações, e escolhi suas irmãs dos Trezentos? Porque vocês podem.

Nesse momento, Paraleia não mais agüentou e disse:
- E é essa a recompensa da virtude das mulheres, Leônidas? Serem atormentadas duplamente, suportarem um duplo sofrimento?

Então, a rainha Gorgo estendeu a mão, oferecendo-lhe ajuda. Mas Leônidas interveio:
- A minha mulher estendeu-lhe a mão para transmitir com o seu toque o conhecimento do fardo que ela carregou sem queixa durante toda a vida. Pode ser negado a ela simplesmente ser a mulher de Leônidas, mas será sempre a esposa da Lacedemônia. Agora, esse papel também lhe cabe, senhora. Deixará de ser a esposa de Olympieus ou a mãe de Alexandros, mas deverá servir como esposa e mãe de nossa nação. A senhora e suas irmãs dos Trezentos são, agora, as mães de toda a Grécia, e da própria liberdade. É um dever árduo, Paraleia, para o qual convoquei a minha amada esposa, a mãe dos meus filhos, e agora também a convoco. Diga-me, eu estava errado?

Assim como o fogo de uma queimada consome a si mesmo e, por fim, deixa de chamejar, a dor de repente se esvaiu do coração de Paraleia.
Uma paz indulgente a penetrou, como uma dádiva proporcionada não somente pelo abraço forte que Leônidas agora oferecia, mas oriunda de uma fonte ainda mais profunda, inefável e divina. A força retornou aos seus joelhos e a coragem ao seu coração.

Levantando-se, enxugou os olhos e disse:
– Essas foras as últimas lágrimas, meu senhor, que o sol viu correr por meu rosto…”

(PORTÕES DE FOGO)

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A ILUSÃO DEMOCRÁTICA

5 05UTC fevereiro 05UTC 2010 3 comentários

2010, ano das eleições maiores
Ano onde fingimos escolher representantes
Ano onde fingimos que somos livres e que nossa opinião faz diferença…
Ano onde “Escolhemos” um chefe de estado (Presidente) e ele escolhe seus ministros.

Falamos em democracia, voto consciente, consciência política, mas há muito tempo eu tento descobrir como isso funciona na prática.

Alguém sabe?

VOTO CONSCIENTE
Há algumas semanas uma pessoa veio com um belíssimo texto sobre voto consciente e me criticou por não dar a mínima para eleições Maiores (na verdade, não dou a mínima para democracia)
Veio com um belíssimo discurso sobre voto consciente.
Então fiz uma pergunta simples: em quem você votou para presidente? E para Senador, Governador, Deputados federais e estaduais?
Bom… presidente e governador quase todo mundo lembra, mas e os outros???

Ok, senhor voto consciente… onde fica sua consciência política agora? Estamos acostumados a torcer pelo Brasil em época de copa, observar candidatos em época de eleição e apenas isso. Como se a consciência só necessitasse de uso de dois em dois anos (copa e eleição)
Mas, mesmo que fosse consciente, será que o voto valeria tanto?

 

 CONSCIÊNCIA POLÍTICA
Voltando ao velho exemplo do navio:
Imagine um Navio que vai de um ponto A para um ponto B…
Esse navio é dividido em classes e tripulação e VOCÊ esta a bordo desse grandioso navio.

Qual a sua classe?
Tripulação: Excelente. Os outros passageiros te colocaram aí. Você é o Capitão desse barco ou um dos seus homens de confiança. Você pode acelerar e desacelerar o navio. Usa roupas bonitas e tem quartos especiais. Não paga nada e ainda recebe muito por isso…. pena que o navio é movido por controle remoto e você não pode escolher o destino.
Mas se pudesse….

A ou B? Ótimo. Você é um dos poucos que pode ver o navio de cima. Olhar o gado povo se debatendo lá embaixo. Você tem quartos de luxo, hotéis de luxo, lazer e uma vida fantástica.
Campos de golf, piscina aquecida e água de coco na boca… Pode acessar quase todas as áreas do navio, exceto a da tripulação.

C ou D? bom… dos males o menor. Nada de cassinos nem piscinas aquecidas, mas tem um ticket que da acesso ao restaurante após a saída da classe A e B. tem um quartinho confortável. Sem luxo, mas pelo menos não passa fome e nem frio… mas sabe que seu dinheiro não vai dar até o fim do mês… mas e daí? Basta servir o andar de cima e eles deixam cair alguns restos…

Classe E ou F? é amigo… você ta ferrado.
Entrou de gaiato nesse navio. É um viajante clandestino. Se te pegam, te jogam no mar. Sorte (??) sua que muita gente finge que você é invisível. Você é apenas o rato que cata as migalhas.. e não tem direito a voto…

- Voto?
É.. as Classes de A à D votam.
Escolhem o presidente capitão. Mas esses não podem fazer nada além de prometer tudo que jamais irá cumprir… Mas pelo menos temos a democracia…

DEMOCRACIA
Contavam-me uma estorinha que a democracia era um sistema filho da puta de governo onde o gado povo tinha o poder de tomar decisões importantes. Nunca vi isso…
O Legislativo, Executivo e Judiciário deveriam ser independentes entre si, mas trabalhar em harmonia, de forma que o próprio poder limitaria o poder, como dizia o filósofo iluminista Montesquieu.
Mas não é o que vemos. Mesmo entre as pessoas que se dizem conscientes politicamente não chega a 2% os que realmente o são. E mais assustador, mais de 50% não sabe nem a que regime democrático estamos sujeitos (Presidencialismo ou Parlamentarismo).
Duvida? Faça uma pesquisa breve.
O presidente e o parlamento nem se tocam.

A Rede Globo elege “Elegemos” uma pessoa para nos representar interna e externamente, comandar nossas forças armadas, firmar tratados, encaminhar projetos ao congresso.
Isso no Ideal seria tão belo…

Eis que me deram um manual de democracia onde dizia:
“Democracia é o governo no qual o poder e a responsabilidade cívica são exercidos por todos os cidadãos através dos seus representantes livremente eleitos”
Livremente? Fala isso pra rede Globo.
Quem escolheu Lula? Quem botou Collor pra fora? O povo? Conta outra… Falando em Collor, aos senhores voto consciente, por que mesmo que ele saiu? Corrupção? Outra piada. Será que ele era pior que o Arruda?

“Democracia é um conjunto de princípios e práticas que protegem a liberdade humana; é a institucionalização da liberdade.”
Olha a palavra “liberdade” outra vez… e onde estão esses princípios?

“As democracias devem proteger direitos humanos fundamentais como a liberdade de expressão e de religião; o direito a proteção legal igual; e a oportunidade de organizar e participar plenamente na vida política, econômica e cultural da sociedade.”
Uuuuuu… essa é uma das melhores. Os Terreiros de Umbanda que o digam ¬¬

 Bom… parei de ler o manual aqui.. tava me dando ânsia..

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SACERDOTALIS CAELIBATUS

26 26UTC janeiro 26UTC 2010 1 comentário

Certa vez um padre e um pastor estavam viajando juntos em um avião.
Eles começam a conversar e o padre oferece um pouco de conhaque ao pastor:
- Não obrigado, eu não bebo – diz o pastor.
- O senhor não sabe o que está perdendo – diz o padre.
Depois de algum tempo, a aeromoça se aproxima para servi-los e oferece um ótimo vinho.
O padre se vira para o pastor e pergunta:
- Tem certeza, pastor que não vai querer um pouco desse excelente vinho?
- Não obrigado, realmente não bebo – diz o pastor.
- O sr. não sabe o que está perdendo – diz o padre.
Quando o avião chega, eles se despedem:
(pastor) – Foi um prazer viajar com o senhor, até logo! Mande um forte abraço a sua esposa por mim!
(padre) – Mas o senhor não sabe? Eu não tenho esposa, padre não pode se casar!
(pastor) – Ah, que pena…O senhor não sabe o que está perdendo!!!!

Boa tarde,

Senhores,

Como vocês bem sabem, sou um “teista essencialista”. Acredito em um deus em essência, mas não como pregam 99,9% das “religiões” atuais.
Tenho uma grande simpatia pelas mensagens do mestre Jesus Cristo, mas acredito que o Cristianismo seja uma grande máquina não cristã.
Explico: Creio que muitas vezes é mais fácil viver a essência do Cristianismo fora das igrejas que em meio aos sacerdotes atuais.

O cristianismo vem dividindo pessoas em grupos desde que surgiu. Fico imaginando se cristo seria Cristão. E quer saber? Apostaria todas as minhas jujubas que não seria. Caso fosse, eu juro que não entenderia sua lógica em fazê-lo.
De todas as máquinas de decadência Cristã, a igreja católica é a que mais me assusta até hoje…

Hoje acordei pensando em duas coisas sobre a “Santa Igreja”
1- O lance do Celibato…
2- Porque a Igreja não fez nada contra o nazismo e o Holocausto?

Vou tentar escrever um pouco sobre o Celibato e quanto ao Holocausto, fica para um próximo post. Também vou sugerir a um colunista do Sedentário e Hiperativo, Coluna Teoria da conspiração (http://www.sedentario.org/category/colunas/teoria-da-conspiracao ) para comentar o caso.
Gosto dos textos dele…  Salve, Salve, Del Debbio…

UM POUCO DE HISTÓRIA:
No último milênio a igreja católica teve a brilhante idéia de IMPOR o celibato aos seus sacerdotes.
Alegam que é um casamento “místico” entre o padre e a Santa Igreja, que é para dedicação total ao “serviço de Deus”, que sem o “fardo” matrimonial os sacerdotes dariam mais atenção para a igreja, etc.
Mas… Tudo isso na teoria é lindo, todavia sabemos que a igreja católica medieval estava longe de ser uma instituição religiosa. Era uma máquina política e de CONTROLE das pessoas.

Gostaria de deixar claro que não critico os cristãos atuais, mas me nego a engolir a idéia de Santa corrupta Igreja antiga.
No mais, desculpem-se pela forma que escrevo hoje…

Ok
Vamos tentar afundar nossas mentes numa lama manipulativa e controladora para ver se, com todo esforço monstruoso, conseguimos chegar perto de olhar a igreja como a máquina política.

Vamos fazer um exercício de imaginação.
Desenhem a cena: Você esta à frente de uma organização que domina toda a Europa Medieval. Sabe que tudo que você fala vira lei. Quem vai contra suas idéias vai para a fogueira ou é exilado. Quando alguém fala boas verdades você manda prendê-lo e faz uma brilhante proposta:
“Senhor Giordano Bruno, ou você nega tudo que você falou ou te manteremos preso numa caverna onde nem poderá deitar-se”
Ele não te obedece e morre.
Uhul… você acaba de assar mais um inimigo.

Anos mais tarde está diante de outro problema, e solta o verbo:
“Senhor Galileu Galilei, descobri que você anda dizendo que a Terra é redonda. Esse negócio de sistema heliocêntrico, ta certo, mas vai contra o que pregamos. Não quero que nosso gado saiba disso. Fale que é mentira e te deixamos viver”.
Então o Covarde físico, matemático, astrônomo, Galileu treme e desmente TUDO.
Zaz… você impera mais uma vez tranqüilo… Isso é fácil, mas e se surgissem os problemas do início do Milênio como resolveriam?
Fácil mandar Galileu desmentir.
Fácil assar Giordano Bruno.
Eles não faziam parte da Santa Igreja… mas como controlar seu próprio povo?
Você teve que eliminar os Templários. Eram sua própria Guarda, mas já estavam, dando trabalho… eram justos demais. Corretos demais. Gente assim, cedo ou tarde, dariam mais dor de cabeça.  Então você os acusa de traição, heresia e os assa também… Você ainda tem sacerdotes…
Mas anos antes de queimar os templários, você tinha um outro problema. A Igreja tinha muita grana, mas seus sacerdotes não eram imortais. Os caras casavam-se e tinham herdeiros… E quando eles morriam, esses herdeiros tinham direitos…sem contar que mulheres “mercenárias” sempre existiram, então casar-se com padre pra dar o Golpe do Baú não era uma pratica tão incomum…
Situação difícil, não é mesmo?

Você não podia acusar TODOS os herdeiros de heresia… o que fazer então?

Pensem um pouco… como resolver isso com sua grande mente maléfica?

Sete Papas foram casados, então do ano de 325, no Concilio de Nicea, vem uma idéia que poderia resolver isso: Sacerdotes uma vez ordenados não poderiam se casar.

Bom, mas não suficiente… 1074 você manda seu gerente Gregório VII IMPOR o celibato.
Problema resolvido…

Mas e os que já eram casados? Bom… você espera 16 anos e decreta a invalidez dos casamentos sacerdotais existentes…

BINGO…

Bom… vou deixar claro que isso é apenas um exercício de imaginação.. pode não ter sido assim.. qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência (ou não)

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O Mito da Caverna

18 18UTC janeiro 18UTC 2010 1 comentário

(Antes de falar sobre o Mito da Caverna, queria deixar claro que quando falo de POLÍTICA nos textos, falo do seu sentido clássico, onde se fundamenta na CIÊNCIA (ou ARTE) racional e efetiva de guiar o povo, criando um modelo de convivência humana que sirva de apoio à lei da evolução.)

Bom…
Neste mito, Platão propõe, em síntese, que imaginemos uma caverna (algo parecido com um cinema moderno), onde estão reunidos vários homens acorrentados às suas cadeiras, de frente para uma parede que serve de tela. Por traz desses homens há um feixe de luz que é constantemente atravessado por portadores dos mais variados objetos, uns animados e outros inanimados, que projetam suas sombras sobre a tela. Estes portadores passam alguns calados e outros conversando entre eles. Esses homens acorrentados nasceram nessa caverna e desde que tomaram “consciência” de suas vidas, a caverna é tudo que conhecem. E as sombras e ecos são o que têm por real.
Se um dos espectadores, movidos por uma inquietação profunda, conseguisse escapar de suas correntes e voltar-se para trás, contemplando diretamente os objetos e os seus portadores, se desconcertaria e os julgaria mais enganadores que as sombras e ecos aos qual estava acostumado. Mas se a audácia ou outra razão o levasse a tentar sair da caverna em direção ao mundo exterior, de onde entra o feixe de luz, recuaria espantado, julgando-se cego.
Se o forçássemos a ficar neste mundo exterior que o desconcerta e cega, clamaria para que o levassem de volta à caverna, onde ele podia ver e ouvir.

Platão diz, então, que este homem enlouqueceria se não o habituássemos pouco a pouco à luz e aos objetos exteriores; por fim, ele chegaria à conclusão de que a luz do Sol é a causa indireta das ilusões da caverna e descobriria que estas não eram mais do que sombras e ecos. Este conhecimento iria torná-lo profundamente feliz e, daí em diante, ele não desejaria mais voltar à escuridão.
Mas, se por amor aos seus semelhantes, ele decidisse voltar, a princípio distinguiria muito pouco ou nada nessa penumbra; seus olhos habituados à luz pura teriam que se readaptar. Logo, explicaria aos seus companheiros os enganos reais.

Entretanto os acorrentados, julgando-o louco, tentariam, se lhes fosse possível, castigá-lo por tais supostas mentiras.
Segundo explica Platão no citado fragmento, o liberto é aquele que, por suas elevadas aspirações, inteligência e audácia pessoal, alcançou o Real, a consciência desperta e que, além de Filósofo, resolveu ser político* para bem dos seus semelhantes. Mas o homem massificado despreza a liberdade, beijando suas infamantes cadeias.
Nós podemos imaginar que no princípio de seu cativeiro cada um dos presos registrou suas experiências, tomando as sombras como realidades e os sons por palavras emitidas pelas sombras: a máquina de enganos habilmente montada e suas correntes não lhes permitiram outro caminho a não ser esse, em direção ao erro e o engano, embora tenham aparentemente liberdade para eleger. Mais tarde, os supostamente generosos donos do recinto, que diziam administrá-lo em nome de todos, convidam, e mesmo forçam, cada prisioneiro a elevar a sua voz e a trocar as suas opiniões com as dos outros, dizendo assim que lhes davam plena liberdade para opinar e eleger, dentre os condenados, aquele que desejam como chefe e guia. Mas que liberdade foi essa, se já estava previamente condicionada à escravidão e ao erro?

Pareceria que, periodicamente, um ou outro prisioneiro “guiava” as resoluções de todos… Mas não, os verdadeiros chefes são aqueles que, para sua conveniência egoísta e desumana, montaram a máquina, aproveitando-se da caverna.
Por detrás dos bastidores, eles riem-se dos esforços estéreis dos prisioneiros e da sua paródia de liberdade. Na chave política, a caverna é o mundo material, a maquina é o sistema dos interesses, da manipulação e da exploração da humanidade, e os prisioneiros são os cidadãos que, enganados, acreditam-se livres.

*Livro VII da República de Platão


“Um Mito não é uma narração tipo fábula, não é um conto ou uma história para crianças. Os mitos, que todos os povos têm, são ensinamentos que contêm uma certa verdade, mas narrado sob uma forma especial, que parece historinha, mas com um conteúdo correto, profundo, que se fosse narrado abertamente não seria compreendido.”
B.D.C.

*Cópia do NOKAMAMANAS.blogspot – postado em 12 de maio de 2007

Os Diferentes Tipos de Homens

24 24UTC dezembro 24UTC 2009 Deixe um comentário

Boa tarde senhores,

Já faz um bom tempo que não venho aqui postar nenhum texto, mas essa semana tenho feito um grande trabalho de reflexão sobre os Diferentes tipos de Homens e resolvi compartilhar o resultado com vocês.

Na verdade é mais uma coleção de saberes sobre homens do que uma conclusão própria, mas como dizia HPB, essa sabedoria não é nossa. Nosso é apenas o laço que as une.

É impossivel falar sobre o ser humano sem retomar a sabedoria antiga e comparar o homem comum à imagem arquetípica. Impossível também, falar dos homens sem recorrer a sua constituição, reflexa a de tudo que existe, segundo a máxima hermética: “como é acima, assim é embaixo”.

Falei em textos anteriores sobre a *constituição do Homem, mesmo que resumidamente, e para falar do homem ou dos seus diferentes tipos, retomo essa explicação.
*(http://semkamamanas.wordpress.com/2009/01/15/sem-kama-manas/ Texto: SEM KAMA MANAS)

Se olharmos a constituição quaternária (Etéreo-Físico, Pranico, Astral e Kama Manas) vemos que isso forma a personalidade humana. Nesse ponto em que os homens se diferenciam. Por tal, tomo a constituição quaternária como ponto de partida.

Etéreo-Fisico

Neste veículo a diferença entre os homens se torna muito mais clara.

Como o Etéreo-Fisico corresponde a forma mais densa do ser (seu corpo físico e sua energia “modeladora”) qualquer diferença de cor, tamanho, peso, etc. é uma diferença etéreo-física.
Porém esse veículo também se encontra sendo atualizado no reino Mineral.
Onde vemos materiais bem diferentes em niveis evolutivos.
Podemos pegar como exemplo um grafite e um diamante.
O grafite é tosco e bruto. Dotado de pouca evolução, ao passo que o diamante é uma pedra completamente evoluída. Transparente. Bela. Que encerra em si mesma uma perfeição mística de evolução.

Pranico (ou energético)
Esse veículo já é bem mais sutil do que o etéro-físico, e quando falamos de diferenças nos seres humanos isso raramente se percebe com apenas uma olhada rápida.
Falamos em diferenças significativas em relação à propria energia do homem.
Esse Veículo se encontra em atualização no Reino Vegetal, onde podemos ver facilmente sua diferenciação em algumas plantas.
Basta olhar para um plancton e uma rosa.
Assim como o grafite e o diamante, essas duas formas são muito diferentes em graus evolutivos.
Sem dúvida seria um grande erro dizer que são iguais. Apesar de estarem no mesmo Reino.

Astral (ou emocional)
Em escala evolutiva, o ultimo veículo atualizado pela raça humana.
É nítida a nossa falata de controle desse veículo, mesmo sendo um veículo sobre responsabilidade de formas menos evoluídas: os animais.
Esse corpo trabalha todas as emoções e sentimentos. E segundo a lei natural, já deveríamos ter controle sobre ele, assim como temos dos dois anteriores.
No Reino Animal, vemos cada ser lutando para domar esse veículo que o usa como bem entende.
Mas também podemos falar em escalas evolutivas dentro do próprio Reino e a maior ou menor dificuldade de cada ser ao lidar com isso.
Usarei como exemplo uma ameba e um golfinho.
A ameba mal tem “consciencia” de seu corpo Astral. Tem sua forma etéreo-física, seu controle Pranico (pois pertencia a reinos de escalas evolutivas inferiores), porém esta no início de seu trabalho em busca de atualização Astral.
Por sua vez, o Golfinho tem uma visão mais ampla de seus impulsos astrais e uma surpreendente capacidade de controle dos Instintos. Esse controle é tão evoluido nessa espécie que muitas vezes  supera o controle que alguns humanos tem (mesmo o ser humano pertencendo a um grau evolutivo acima).

Kama Manas (ou mental)
Nesse momento falamos de mente.
Atualização correspondente à raca humana.
Como o Reino mais evoluído entre os quatro. Deveria haver um pleno controle do Etereo-Físico e Pranico, um grande controle Astral e começariamos a guerra no campo mental, porém não é o que vemos.
Aqui sim os seres humanos são realmente diferentes.
Aqui sim identificamos as diferenças significativas em graus evolutivos.
Alguns homens estão na base de sua evolução e ainda vivem como animais, lutando diariamente para controlar seus instintos e poucas vezes têm acesso ao seu campo mental. Simplesmente não pensam.
Agem como animais. E animais pouco evoluídos.
Talvez seria melhor que agissem como golfinhos, mas preferem a selvageria de leões, ursos, guepardos, etc.
Porém tem o elemento mental que se coloca nessa fase, deixando-os em uma confusão maior e gerendo sentimentos (Astral) de discórdia, inveja e selvageria.
Homens evolutivamente básicos, que mal usam sua capacidade de fala. Preferindo rosnar palavrões a sentar e usar seu elemento de direito: A MENTE.
Eles também são humanos. Também são homens, porém comparados a grafites, planctons e amebas.
Primeiro degraus de uma grande escala evolutiva.
Mas, em contrapartida temos homens diamantes, homens rosas, homens golfinhos.
Homens que estão em alto grau de evolução. Homens que controlam seus instintos e usam suas mentes.
Confundir esses tipos de homens é como confundir um grafite com um diamante.
Como confundir plancton com rosa e ameba com golfinho.

São diferentes e devem ser olhados como tal.
Em meio a esse universo de divergencias evolutivas, temos o homem comum. O homem médio. Talvez esse seja o homem que busque algo de bom. Talvez apenas não tenha entendido algumas coisas. Talvez apenas busque tais coisas em lugares errados. Ou muitas vezes nem sabem o que buscam.
Esse homem comum merece respeito, pois dele virá em breve áqueles homens diamantes/Rosas/Golfinhos.
Ele apenas busca a harmonia escutando seus desejos de carência e por isso não percebem a totalidade do momento e do universo.

Esse homem apenas segue esquemas, no lugar de ser natural.
Esse homem muitas vezes erra por exceder seu momento de resposta à estimulos. Tambem erra por não alcança-los.
Erra por não saber ser eficiente.
Mas ainda assim esta acima daqueles que nem tentam ser bons homens, e assim viram apenas maus animais.

Gustavo Santos

concentração

22 22UTC agosto 22UTC 2009 1 comentário

Bom dia!

Senhores,

Vou começar o texto de hoje com uma pergunta.

O que é concentração?

Não leia o texto sem antes pensar um pouco no assunto.
Pare um pouco e reflita.
Pense o que você entende por essa palavra.
Responda mentalmente. Se possivel, pegue um papel e uma caneta e escreva seu conceito particular dessa palavra.

O que é concentração?

Aprendi desde cedo que concentração é reunir algo em um ponto o que está espalhado.
Pessoas andam por todos os lados e, de uma hora pra outra, se CONCENTRAM em um lugar.
Existem vários pregos sobre uma mesa, então você pega um imã e CONCENTRA todos em um único lugar.
Sua atenção está despersa, entao você resolve focalizar num livro, por exemplo, e se “concentra” nele.
Os exemplos são muitos.
Mas seria realmente isso?
Agradeço aos deuses por ter a oportunidade de aprender sobre concentração com grandes mestres, como Emília Vargas, Michael Queiroz e, principalmente, nas palestras e livros do Mestre Michel Echenique.
Também é uma grande honra por a concentração a prova nas aulas de Nei Kung (Arte do Poder Interno) e I Ai Do (Arte da Espada Japonesa), ambos estilos de Artes Marciais do Instituto Bodhidharma.

Em Psicolologia, concentração é uma faculdade da consciência e, muitas vezes, se confunde com esta.
Na prática funcionaria mais ou menos assim:
A consciência se dispersa em busca de algum estímulo ou vai para um “branco”, então, nos esforçamos para agrupar os elementos em torno de algo que precisamos fazer. Algo que seja considerado importante. Algo “digno de atenção”.
Porém caimos no grande erro de achar que existem coisas que não precisao de atenção.
Se concentração é uma faculdade da consciência, devemos exercitá-la a todo momento. Não acham?
A concentração requer esforço de consciência, mas não precisa ser, necessáriamente, tensão mental.
Consciência é o centro. Concentração é estar no centro.
Não podemos olhar a conciência como simples espectadores. Estar de fora causa tensão. Estar de fora requer mais esforço.
Nossa consciência é nossa casa. Devemos achar um lugar limpo e confortável.
Devemos poder transitar livremente.
Concentração é uma Arte.
É a Arte de interiorizarmos nossas ações.
É a Arte de agirmos com naturalidade.
É como um diretor de uma orquestra.
Ele é um centro, mas sabe tudo que acontece a sua volta.
Se um erra o tom ele sabe.
Se um esta ansioso, ele sabe.
Nossa consciência há de ser o diretor e nossas ações, os músicos.
Cada ação há de ser dirigida pela consciência. Isso é concentração. 

A concentração nos possibilita relacionar o novo com o que já sabemos.
Evita superficialidade. Evita mudanças negativas.
O centro é sempre mais calmo que a periferia.
Numa batalha o lugar mais seguro sempre será o centro.
O centro nos possibilita prestar mais antenção aos demais.
Concentração é exatamente isso. É estar no centro.
Quem tem o centro, opera; quem não tem, reage.
Reações raramente são inteligentes.
Reações são frutos do intinto.
Estar no centro é comandar a personalidade.

É como estar no centro de um furacão.
Podemos dividir o furacão em três fases.
A primeira é quando a parede externa atinge um ponto. Essa fase é violenta. Devastadora.
A segunda, o centro. O centro é tranquilo. O centro é calmo e sereno. Como se a natureza fosse suspensa. Como uma montanha durante a guerra. O exército avança, recua, atira, sobe, desce, ataca, defende, mas a montanha não se move. A montanha tem o centro.
No furacao, o centro continua parado enquanto tudo a sua volta é destruido. É como se o centro apensas sorrisse. Não se abala. Domina.
A terceira fase do furacão é quando a parede interna atinge o ponto e vem como um raio. Mais uma vez devastador.
Centro é o primeio princípio da estratégia.
Sem centro não há estratégia.
Por falta de centro, situações são mal administradas e se transformam inevitevelmente, em problemas.

No livro “Gorin no sho -  O livro dos cinco elementos” o invencível samurai, Myamoto Musashi escreve sobre CENTRO, e hoje, as empresas japonesas aplicam isso em todos os campos dos negócios e para proporcionar qualidade de vida.
Vários países importaram a “doutrina dos cinco anéis” para transformar isso em uma forma efetiva de viver bem.
Os cinco elementos, cinco círculos ou cinco anéis, somos nós e nossa personalidade!
Baseados nisso, temos:
O Primeiro elemento, Terra, corresposnde ao nosso físico.
O Segundo, Água, à nossa energia Vital/pranica.
O Ar, vem em terceiro representando nosso Emocional.
Fogo representa o Mental e, por último temos o quinto elemento que pode ser visto como Vácuo, Éter ou o EU.
O quinto elemento é o Centro. O EU comanda a personalidade composta de corpo, energia, emocional e mental.
Estar no centro é observar essa personalidade de forma tranquila.
É estar canalizado.  E estar no “canal” permite fluir.
Tal como um barco que segue por um rio. O rio é o canal e não se faz necessario esforço seguir por ele. No contrario, muitas vezes não se move um centimetro sequer, sem estar no canal.
Estar nesse centro permite fazer o que fazemos, sabendo o porquê fazemos. 

Quando alguem lê um livro e não percebe a chegada de outra pessoa, é comum ouvirmos dizer: “estava tão CONCENTRADO que não ví você chegar”. Mas isso não é concentração. Isso é Alienação.
O certo seria: “estava tão ALIENADO que não ví você chegar”.
Se você está no centro, lê, percebe a chegada, domina sua respiração, pulsação, sabe do ambiente e ainda sabe de você.
Fiz uma experiencia interessante com minha turma de Nei Kung sobre concentração.
Pedi que fizessem um exercício de ritmo e coordenaçao durante um bom tempo, e pedi para que mantivessem a consciencia no que estavam fazendo. Quem conseguia se manter no centro, fazia o exercício sem se cansar e ainda prestava a atençao ao que eu falava, conseguindo repetir com facilidade o que foi dito.
Do contrario, os que focavam no cansaço físico, na falta de energia, nas emoções, nos desejos ou nos pensamentos de parar o exercicio, cansavam facilmente e não conseguiam perceber o que eu falava.
Estar no centro é estar sempre no domínio dessa personalidade.
É saber que você não é seu corpo. Não é sua energia. Não é sua emoção ou sua mente.

Você é o proprio centro.

Estar no centro é estar em você mesmo!

 

A montanha não se move,
a infantaria avança quando é chamada,
a cavalaria corre ligeira e se desloca pelos flancos.
Os arqueiros lançam suas flechas antes que
os primeiros alcancem seus objetivos.
As tropas de elite esperam para destruir
o inimigo no momento oportuno.
Tudo na guerra é movimento; avanço,
retrocesso, marcha, contramarcha, deslocamento
para um lugar e outro, mas, em meio do combate,
do ruído, os gritos, a vida e a morte,
a montanha permanece quieta, não se move”

Namastê.

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Psicologia

20 20UTC agosto 20UTC 2009 2 comentários

Senhores,

Escrevo hoje um texto um tanto quanto particular.
19 dias corridos do nono mês do ano da graça de 2009 (19/09/09), mais ou menos às 21:45 a minha professora de Linguagem, Pensamento e Fenomenologia, Denise Mello fez uma dinâmica na minha classe questionando os motivos de cada um alí cursar psicologia.
Graça aos deuses eu tinha reunião na escola ás 22:00, reunião de secretária as 22:30 e aulas de I AI DO após as reuniões (que por sinal, acabou às 2:15 do dia 20) e não tive tempo de responder ao questionamento dela.
Ás vezes me vejo em maus lençois ao ter que falar sobre esses assuntos diante da turma, pois sei que a grande maioria não entenderia a décima parte do quero dizer, por tal, devo encontrar uma forma mais simples de me expressar, o que acaba por deixar o ato superficial.
Tive algumas divergências conceituais com a professora Denise Mello no semestre passado, mas sem dúvida é um dos melhores professores que já tive. E essas divergências só me ensinaram a crescer, respeitar opiniões diferentes ou reafirmar o meu próprio saber.
Os leitores do Blog e outras pessoas que convivem com o lado mais filosófico do Gustavo, percebem facilmente que busco formas essenciais de explicar e ver as coisas no mundo circundante, e por essa razão, alguns conceitos aceitos e aplicados pela ciência não se aplicam diretamente ao “meu mundo”.
Voltando a pergunta “POR QUE FAÇO PSICOLOGIA?” resolvi parar e definir uma forma mais profunda da minha escolha.
Muitas pessoas falaram em “VOCAÇÃO”, mas em nenhuma delas eu consegui ver a palavra “vocação” bem definida. Não deveria se tratar do que “minha personalidade quer” e sim do que “EU quero”. E esse é o grande problema.

Inicialmente pensei em definir Psicologia.
Estudo da Psique? Ok. Ok.
E o que é Psique?
Defini Psique em um dos textos anteriores, mas vamos nós novamente.
Psique corresponde ao segundo mundo da constituição ternária, chamado de Mundo Psiquico. Seu correspondente na constituição septenária é o Astral/Emocional e o Kama Manas. Assim sendo, numa visão clássica e atemporal, Psicologia poderia ser definida como estudo das emoções e sentimentos no Astral e pansamentos e definições mentais kamamanásicas.
Há quem diga que psicologia seria uma fragmentação do autoconhecimento, mas prefiro encarar como ums especialização.
Mas, pra ser honesto, temo os profissionais de Psicologia que teremos no futuro.
Denise falou que parte dos nossos problemas vem do RITMO ACELERADO e do excesso de convivência com máquinas que acaba por nos DISTANCIAR DA CONVIVÊNCIA COM OUTRAS PESSOAS.
Defini o problema como RITMO AUSENTE e FALTA DE CONVIVÊNCIA COM NÓS MESMOS.
E por isso temo os profissionais do futuro.
Estamos cercados por pessoas que querem entender os outros antes de se entender. Estamos cercados de pessoas que pensam uma coisa com o Kama Manas, sentem outra com o Astral (divergência psiqica) e plasmam outra completamente diferente com o etéreo-físico.
E essas pessoas serão responsáveis por “ajudar” outras. Por “tratar” outras.
Acredito que a responsabilidade de um psicólogo seja muito maior do que a de um médico, por exemplo.
Um médico se erra um medicamento ou diagnóstico, pode matar o paciente.
Um mecânico de deixa escapar um detalhe, pode causar um acidente e matar 2, 3, 200 pessoas, mas um psicólogo, se erra, pode destuir a vida do seu paciente, dos que o cercam e de muitas outras que simplesmente passam por ele.
Isso é realmente preocupante.
Então acredito que todos deveriam definir bem o real motivo de estarem na área. Por isso resolvi repensar meus motivos.

Num livro que começei a escrever, chamado “Dopellgänger”, um dos personagem escreve seus motivos para cursar psicologia e muitos deles batem com os meus.
Dizemos:
Sempre gostei da idéia de surfar a psique humana. Adentrar a glândula pineal e obter a chave de interpretação para qualquer forma mental. Entender os sentidos e a falta dos mesmos
Escolhi fazer psicologia para entender meus próprios porquês.
Entender o grande arquivo-mente, condicionamentos, psicoses, perturbações, sensações e lembranças que conduzem a pensamentos. Que, por sua vez, conduzem a sentimentos, que conduzem a ações. E essas ações produzem resultados.
E tudo na vida são resultados. Resultados são apenas reflexos de nossas mentes. Psicologia para entender reflexos.
Psicologia para entender um conceito simplório.
Entender um organismo humano de auto condução. De aprender. De pensar.
Estudar uma estrutura bioeletrônica altamente complexa só para entender como tudo funciona no mundo ao meu redor.
Psicologia para ver a mente como substância totalmente distinta do ser.
Psicologia para criar uma visão divina da mente.
Mente imortal. Mente atemporal. Mente infinita. Mente composta de informações de auto-aplicação.
Mente como um auto manual que se molda ao passo que evolui. Um aparelhamento sistemático de autocapacitação. Um arranjo que habilita o existente-lógico a dirigir-se no tempo e no espaço da forma em que bem entender.
Consciência. Inconsciência. Razão. Memória. Inteligência. Emoção.
Mente.
Mente.
Acho que é esse meu motivo.

O mais interessante na Psicologia é o fato de conceituar tecnicamente algumas idéias que devemos aplicar em essência.
Psicologia seria a filha mais bela da Filosofia. A filha herdeira do conhecimento psiquico.

Acredito que deveriamos usar a psicologia como um uniforme de moral, justiça e generosidade.
Usar a Psicologia como um ideal político, onde se equilibra Rajas e Tamas (ou Yin e Yang), na busca de guiar os outros a lugares melhores em si mesmos.
E como um ideal filosófico onde nos colocamos em Shatva, Tao ou Dharma, na esperança de levarmos mais precisão a outras pessoas.
Onde levaremos Concisão, ensinando a empregar a energia necessária a cada coisa, de forma justa, charmosa e elegante.
Onde levaremos Formalidade, ensinando a encontrar elementos vitais em TODOS os atos.
Clareza, ensinando a por luz em tudo que se faz. Evitando autojustificativas, falsidades, mentiras, etc.
Ensinando que erros acontecem, mas que cada um pode aprender a se dominar, de forma a aprender com os erros e transformar cada correção como um passo a mais rumo à perfeição.

Essa é a responsabilidade da Psicologia.
Essa é nossa responsabilidade.
Essa é nossa NOBRE escolha.

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Sobre Preconceitos

31 31UTC julho 31UTC 2009 Deixe um comentário

Senhores,
primeiramente gostaria de desculpar-me pelo tempo que fiquei sem postar e agradecer aos que leem o blog!
Voltarei a postar aqui com pelo menos um pouco de frequencia!
Como não tenho nada preparado, vou postar um txt que encontrei no ISTOERA (http://blogs.abril.com.br/istoera/2009/07/danilo-gentili-manda-uma-resposta-genial-leia-vale-pena.html) sobre uma resposta do Danilo Gentili sobre preconceito.
Achei a resposta muito boa.
Segue:

O humorista Danilo Gentili postou (twitou? sei la) a seguinte  piada no seu twitter:

King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?

 Foi isso. Você, provavelmente, deve tá pensando “tá, eu ri rsrsrs, que que tem?”

 A ONG Afrobras se posicionou contra. “Nos próximos dias devemos fazer uma carta de repúdio. Estamos avaliando ainda uma representação criminal”, diz José Vicente, presidente da ONG.

“Isso foi indevido, inoportuno, de mau gosto e desrespeitoso. Desrespeitou todos os negros brasileiros e também a democracia. Democracia é você agir com responsabilidade”, avalia Vicente.

 Alguns minutos após escrever seu primeiro “tweet” sobre King Kong, Gentili tentou se justificar no microblog. “Alguém pode me dar uma explicação razoável por que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?” (GENIAL)

“Na piada do King Kong, não disse a cor do jogador. Disse que a loira saiu com cara porque é famoso. A cabeça de vocês que têm preconceito.”

 Mas calma, essa não foi a tal resposta genial que está no título, e sim ESSA:

 ”Se você me disser que é da raça negra preciso dizer que você tambem é racista, pois, assim como os criadores de cachorros, acredita que somos separados por raças. E se acredita nisso vai ter que confessar que uma raça é melhor ou pior que a outra. Pois se todas raças são iguais então a divisão por raça é estúpida e desnecessária. Pra que perder tempo separando algo se no fundo dá tudo no mesmo?

 Quem propagou a idéia que “negro” é uma raça foram os escravistas. Eles usaram isso como desculpa para vender os pretos como escravos: “Podemos trata-los como animais, afinal eles são de uma outra raça que não é a nossa. Eles são da raça negra”. Então quando vejo um cara dizendo que tem orgulho em ser da raça negra eu juro que nem me passa pela cabeça chama-lo de macaco. E sim de burro.

 Falando em burro, cresci ouvindo que eu sou uma girafa. E também cresci chamando um dos meus melhores amigos de elefante. Já ouvi muita gente chamar loira caucasiana de burra, gay de v***** e ruivo de salsicha, que nada mais é do que ser chamado de restos de porco e boi misturados.

 Mas se alguém chama um preto de macaco é crucificado. E isso pra mim não faz sentido. Qual o preconceito com o macaco? Imagina no zoológico como o macaco não deve se sentir triste quando ouve os outros animais comentando:

- O macaco é o pior de todos. Quando um humano se xinga de burro ou elefante dão risada. Mas quando xingam de macaco vão presos. Ser macaco é uma coisa terrível. Graças a Deus não somos macacos.

 Prefiro ser chamado de macaco do que de girafa. Peça para um cientista fazer um teste de Q.I. com uma girafa e com um macaco. Veja quem tira a maior nota.

 Quando queremos muito ofender e atacar alguém, por motivos desconhecidos, não xingamos diretamente a pessoa e sim a mãe dela. Posso afirmar aqui então que Darwin foi o maior racista da história por dizer que eu vim do macaco?

 Se o assunto é cor eu defendo a idéia que o mundo é uma caixa de lápis coloridos. Somos os lápis dessa caixa. Um lápis é menos lápis que o outro só porque a cor é diferente? Eu desenho desde criança, então acredite em mim: Não mesmo. Todas essas cores são de igual importância. Ok. Ok. Foi uma comparação idiota. Confesso. Os lápis são todos do mesmo tamanho na caixa. E no mundo real o lápis preto é bem maior que o amarelo.

 Mas o que quero dizer é que na verdade não sei qual o problema em chamar um preto de preto. Esse é o nome da cor não é? Eu sou um ser humano da cor branca. O japonês da cor amarela. O índio da cor vermelha. O africano da cor preta. Se querem igualdade deveriam assumir o termo “preto” pois esse é o nome da cor. Não fica destoante isso: “Branco, Amarelo, Vermelho, Negro”?. O Darth Vader pra mim é negro. Mas o Bill Cosby, Richard Pryor e Eddie Murphy que inspiram meu trabalho não. Mas se gostam tanto assim do termo negro, ok, eu uso, não vejo problemas. No fim das contas é só uma palavra. E embora o dicionário seja um dos livros mais vendidos do mundo, penso que palavras não definem muitas coisas e sim atitudes.

 Digo isso porque a patrulha do politicamente correto é tão imbecil e superficial que tenho absoluta certeza que serei censurado se um dia escutarem eu dizer: “E aí seu PRETO, senta aqui e toma uma comigo!”. Porém, se eu usar o tom correto e a postura certa ao dizer “Desculpe meu querido, mas já que é um afro-descendente é melhor evitar sentar aqui. Mas eu arrumo uma outra mesa muito mais bonita pra você!” sei que receberei elogios dessas mesmas pessoas, afinal eu usei os termos politicamentes corretos e não a palavra “preto” ou “macaco”, que são palavras tão horríveis.

 Os politicamentes corretos acham que são como o Superman, o cara dotado de dons superiores, que vai defender os fracos, oprimidos e impotentes. E acredite. Isso é racismo, pois transmite a idéia de superioridade que essas pessoas sentem de si em relação aos seus “defendidos”.

 Agora peço que não sejam racistas comigo por favor. Nao é só porque eu sou branco que eu escravizei um preto. Eu juro que nunca fiz nada parecido com isso nem mesmo em pensamento. Não tenham esse preconceito comigo. Na verdade sou ítalo-descente. Italianos não escravizaram africanos no Brasil. Vieram pra cá e assim como os pretos trabalharam na lavoura. A diferença é que Escrava Isaura fez mais sucesso que Terra Nostra.

 Ok. O que acabei de dizer foi uma piada de mal gosto porque eu não disse nela como os pretos sofreram mais que os italianos. Ok. Eu sei que os negros sofreram mais que qualquer raça no Brasil. Foram chicoteados. Torturados. Foi algo tão desumano que só um ser humano seria capaz de fazer igual. Brancos caçaram negros como animais. Mas também os compraram de outros negros. Sim. Ser dono de escravo nunca foi privilégio caucasiano e sim da sociedade dominante. Na África, uma tribo vencedora escravizava a outra e as vendia para os brancos sujos.

 Lembra que eu disse que era ítalo-descendente? Então. Os italianos podem nunca terem escravizados os pretos, mas os romanos escravizaram os judeus. E eles já se vingaram de mim com juros e correção monetária, pois já fui escravo durante anos de um carnê das Casas Bahia.

 Se é engraçado piada de gay e gordo, porque não é a de preto? Porque foram escravos no passado hoje são café-com-leite no mundo do humor? É isso? Eu posso fazer a piada com gay só porque seus ancestrais nunca foram escravos? Pense bem, talvez o gay na infância também tenha sofrido abusos de alguém mais velho com o chicote.

 Se você acha que vai impor respeito me obrigando a usar o termo “negro” ou “afro-descendente”, tudo bem, eu posso fazer isso só pra agradar. Na minha cabeça você será apenas preto e eu branco, da mesma raça, a raça humana. E você nunca me verá por aí com uma camiseta escrita “100% humano”, pois não tenho orgulho nenhum de ser dessa raça que discute coisas idiotas de uma forma superficial e discrimina o próprio irmão.”

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